Letras ao pôr-do-sol

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Olho para o cabeçalho de Pedro Cabrita Reis para o Escrever é Triste e lembro-me de um pôr-do-sol. E imagino vultos – corpos com forma de letras e almas alimentadas a palavras – num encontro ao fim da tarde, contemplando o horizonte, de costas voltadas para nós. O Senhor T, a Senhora E, o Senhor R e a Senhora S, entre outros, elegantemente vestidos de preto ou branco, repetem: Escrever é Triste (que outras palavras combinarão entre si?). Neste lento entardecer, parece que toda a tristeza do mundo cabe no alfabeto. Brindemos a ela e ao primeiro aniversário do Escrever é Triste.

Sobre Maria João Freitas

Graças às palavras, às vezes sou Alice e faço perguntas sem parar. Outras, sou a namorada (platónica, esclareça-se) de Wittgenstein. Quase sempre, penso que tenho a sorte de viver da (e na) escrita. Porque escrever pode ser triste, mas é melhor que ser feliz.
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7 respostas a Letras ao pôr-do-sol

  1. Curioso (en cantado) diz:

    É de pôr o sol em tom de sol-pôr nesta celebra ção em horizonte poente neste jardim à beira de tão doente a animar esta turma que escreve e lê tristemente. Tem muita força. Parabéns.

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    E tem janelas para o pôr do sol, sim senhor. Estão lá as persianas!

  3. curioso (às avessas) diz:

    e é um cabeçalho visto por dentro, ficando às direitas para os de fora (um desafio para o Nuno) 😉

  4. Maria do Céu Brojo diz:

    Soalheiro até mais não poder.

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