Será?

É inútil reconhecer o que ainda não é!

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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13 respostas a Será?

  1. curioso (reconhecido) diz:

    não chega a ser inútil por ser impossível?

  2. fernando canhão diz:

    Cara Arquitecta, reconhecer, vem a meu ver na linha do interpretar, coisa que a mim me causa sempre confusão. Reconhecer o direito dos palestinios à faixa de Gaza seria um caso extremo. aliás mais uma vez Susan Sontag na sua juventude escreve acerca da interpretação e não me parece ter perdido a actualidade. Reconhecer lembra-me a moderna(?) atitude tolerante, “ser tolerante perante a diferença”. Mas quem somos nós para reconhecer, interpretar, julgar? Mas se não concordar comigo altero tudo. Absolutamente

  3. O que precisamos é de saber o nome dos objectos. Foi assim que Santo Agostinho aprendeu a falar (segundo Wittgenstein). Se soubermos falar, sabemos reconhecer.

  4. curioso (topa) diz:

    inteligência, intuição, presságio ? aí já é útil?

  5. Maria do Céu Brojo diz:

    Trocadilho. Adoro-os.

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