Apre ou irra, tanto faz

Mas que raio deu nas pessoas que desataram a escrever aos quatro ventos: … em modo férias…, … em modo descanso …,  …em modo Natal …?  Que maus modos, caramba. Grande desgraça é a falta de vocabulário, a exiguidade semântica, a estreiteza sintáctica.

Sobre Ivone Mendes da Silva

Entre lobos e anjos me habituei a escrever. É talvez por isso que, para além de asas e de uivos, as palavras me tropecem e não encontrem sozinhas o caminho das folhas. Nessas alturas, peço para elas a bênção da tristeza, musa de sopro persistente, que triste me faz e a acolhedoras mesas me senta.

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7 respostas a Apre ou irra, tanto faz

  1. curioso (ressacados) diz:

    também acho… siga para fiscalização sucessiva do TC 😉

  2. Henrique Monteiro diz:

    Apoiado. Não estou em modo irritado, mas isso também me irrita muito!

    • Ivone Costa diz:

      Henrique, e aqueloutro gesto de desenhar umas aspas no ar com os dedinhos ao lado da cabeça? Mau, demasiado mau.

  3. Pois é, de modos que é assim…

  4. Maria do Céu Brojo diz:

    Mistérios da «recentalidade» que a modernidade é coisa outra.

    • Ivone Costa diz:

      Precisamente, Maria, precisamente: há por aí muito quem confunda inovação linguística com modernice que também é diferente de modernidade.

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