Desenhos Nus Poemas – vi

Falam os Velhos

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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18 respostas a Desenhos Nus Poemas – vi

  1. curioso (and ando) diz:

    e assim por diante “quem andou…”

  2. GRocha diz:

    Porque será que a nossa sociedade não dá valor aos “velhos” como fazem os orientais?!? onde foi que perdemos esse valor: o respeito pelos mais velhos, pela sabedoria, pela experiência?!!?

  3. Ao comentar sou alegre!

  4. vale vale, há sempre alguém que nos ouve, alguém que vem e nos dá a mão :-).

  5. Ivone Costa diz:

    Gosto tanto, Rita. Do poema da Yvette Centeno do desenho que tão bem encaixa nele.

  6. É tão triste este poema mas feliz tê-lo aqui e tê-lo em desenhos nus.

  7. Maria do Céu Brojo diz:

    Cada desenho seu, talvez pela magnífica e certeira simplificação da forma, fascina-me. A Rita tem o dom de identificar a essência das coisas e figuras numa simplicidade que muitos artistas buscam toda a vida sem conseguir.

    • Rita V. diz:

      Não sei ao certo quem lhe responde, se o Ego, se a sombra. Ambos ficaram a falar sozinhos e a medir as palavras que queriam dizer. No final intercedi na zaragata. Ambos queriam ter o protagonismo na ‘red carpet’ que lhes estendeu. Deixei-os para lá a discutir. Obrigada pelo simpático comentário.
      😀

  8. Um poeta de antanho, infelizmente, pouco conhecido pelos consumidores de cultura americana:

  9. nanovp diz:

    Sábio poema, certas o desenho, e valerá sempre a pena manter o ouvido apurado e os olhos abertos….

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