Eças devassas e outras broncas históricas

José Luiz de Castro

José Luiz de Castro

Tenho a certeza que isto vai fazer muito bem à minha auto-estima.
Afinal, durante anos ouvi a minha santa Mãe, a par de outras santas familiares da mesma geração, insistirem que havia coisas da família de que não era aconselhável falar muito, e tal e coisa…
E em alguns casos nada mesmo – em particular a questão do Tiradentes, «sobretudo com brasileiros». (atenção galera!)
Como se os brasileiros se importassem muito que a mulher do Eça fosse bisneta do homem que deu ordem de esquartejamento ao mais famoso ícone da independência brasileira! Afinal que poderia ele fazer? Desobedecer ao seu rei e tornar-se num pária?…
Além de que sem esquartejamento não havia ícone, o que não é despiciendo.
Fundamentalmente, José Luiz de Castro, ante-penúltimo vice-rei do Brasil, apenas teve o azar enorme de calhar no seu consulado o julgamento e punição dos Inconfidentes Mineiros de 1789, do que resultou o esquartejamento do alferes Joaquim José da Silva Xavier, de alcunha o ‘Tiradentes’, sendo as várias partes de que era constituído posteriormente espalhadas por locais considerados à época susceptíveis de pedagogia exemplar.
Em palavras simples, foi isto mesmo.
Além de que encerrou a Sociedade Literária do Rio de Janeiro por considerar que ali também se conspirava… No que tinha razão, diga-se.

Tiradentes esquartejado(Pedro Américo, 1893)

Tiradentes esquartejado
(Pedro Américo, 1893)

Curiosamente, tudo isto se passava já na órbita das patifarias napoleónicas na Península. E se o 2º conde de Resende abandona o Brasil (1801) com a nódoa da morte infame de Tiradentes no seu percurso, já o seu irmão António de São José de Castro, bispo do Porto, irá ter importante papel na defesa da sua cidade, de que se torna governador militar após a fuga da administração, sendo apenas derrotado por Soult e pela imensa tristeza que lhe trouxe o célebre Desastre da Ponte das Barcas – pois, enganado pela densa névoa que cobria o rio Douro naquela trágica manhã, mandou bombardear a ponte numa tentativa de cortar à soldadesca francesa a única passagem que então havia para Gaia, facto que apenas resultou no aumento do número de vítimas.
Danos colaterias, ontem como hoje…
Isto de dizer mal da própria família não é para qualquer um, pelo que peço alguma compreensão para o desregrado do discurso – as devassas ficam para o fim… Embora de alguma forma, e remetendo ao seu tempo, se possa considerar a minha tremenda trisavó Carolina um nadinha devassa. Que tinha um feitio do tipo torcidinho como um saca-rolhas, isso está bem garantido aqui.
Um idiota conforme foi mesmo o meu trisavô Carvalhal, que era dono de mais de metade da Madeira e estourou tudo em faustos megalómanos. Apaixonado por uma dama do belcanto francês, fez-se ao piso e levou tampa. Irritado com a tampa, alugou por um mês o teatro onde a senhora trinava – mas, enfim, só para ele!…
Herdámos dele uma cripta tumular no Funchal.
Estava-se mesmo a ver.
Foi casado com uma avó (minha) da Andaluzia, Matilde de Montufar, que por sua vez era irmã de Rosa de Montufar (ou viscondessa da Luz), a mais célebre amante de Almeida Garrett e de vários outros rapazes com sorte.
Nestes tempos mais chegados há ainda um parente bastante cómico, o bom do Júlio Dantas, que era primo segundo do Eça: tentou fazer aprovar um decreto para acabar com as sociedades secretas (não dá, meu!…).  E por isso Fernando Pessoa toureou-o ao vivo, enquanto Almada Negreiros o tentava matar com um portentoso PUM!

Agora sim, vamos às devassas!

eça brasãoChamo-lhes devassas em honra do meu Pai. Ele também as tratava assim, por pura diversão iconoclasta, tal como eu afinal – pois acho que elas apenas faziam como os passarinhos, que também gostam imenso do que elas faziam.
A que está mais à mão é uma vaguíssima tia-avó (talvez 15ª…) chamada Catarina d’Eça. Foi abadessa perpétua do Mosteiro de Lorvão e teve amores bem aprofundados e continuados com um tal Abreu. E não foi a única dos Abreus, como se verá.
A Infopédia é brutalmente comedida: «O Mosteiro do Lorvão foi governado por notáveis abadessas durante o seu longo período de existência, destacando-se no século XVI D. Catarina d’Eça e D. Teresa Luzia de Carvalho no século XVIII».
Esta Catarina tinha uma irmã (entre dezenas de irmãos, meios-irmãos e irmãs, como adiante se dará conta em documento apropriado) chamada Beatriz – também ela abadessa, no Convento de Celas, em Coimbra, e também ela muito amiga dos passarinhos.
Num texto do investigador Nelson Correia Borges apanhei algo que me trouxe à memória a mania que o meu Pai tinha de que elas – as abadessas Eça – eram como que uma dinastia, consanguínea e tudo:
«D. Catarina d’Eça faz a transição entre a época medieval e a era moderna. Não pode deixar de ser referida. O seu longo abadessado decorre entre 1472 e 1521. Era bisneta de D. Pedro I e de D. Inês de Castro, filha de D. Fernando d’Eça e D. Isabel d’Ávila. No seu vasto currículo contam-se a construção da igreja e do paço do Botão, o novo paço abacial em Lorvão, e a reforma da igreja do mosteiro, com novos sinos, novo retábulo-mor, esculturas, paramentos, alfaias litúrgicas, e tapeçarias. Subsistem algumas peças verdadeiramente notáveis em Lorvão e em  museus. Sucede-lhe sua prima, D. Margarida d’Eça [1522-1537]. No seu governo o mosteiro recebe a visita regral do abade de Claraval, D. Edme de Saulieu que tece rasgados elogios à observância das monjas e à obediência da prelada, mas deixa entrever dificuldades no plano administrativo. Os livros litúrgicos com que dotou a comunidade exemplificam esta ambiência: Livros da Festas, Livro de Orações, Livro de Requiem, Vida de Cristo, Processionário, Notícias sobre a Regra de S. Bento e Livro dos Hymnos. Depois da morte de D. Margarida o mosteiro entra num período conturbado com a intromissão violenta de D. João III destronando a nova abadessa eleita, D. Filipa d’Eça.»
Política QB, portanto.
Finalmente, num site de genealogia encontrei o que pretendia – e que já tinha lido deliciado, há já cerca de meio século, no volume da Enciclopédia Luso-Brasileira que o meu Pai exibia cheio de compreensível orgulho:
«Sobre as filhas» – de D. Fernando de Portugal, Senhor de Eça – «que foram religiosas, Braamcamp Freire escreve: “foi característico o porte desregrado das senhoras das primeiras gerações dos Eças, e bem revelador do atavismo, ou melhor, da hereditariedade, a que se mostraram sujeitas”. E continua: “D. Beatriz, abadessa de Celas, teve filhos do bispo D. João de Abreu; D. Catarina de Eça, irmã de D. Beatriz e famosa abadessa de Lorvão, foi amante de Pero Gomes de Abreu, senhor de Regalados e sobrinho neto do bispo; D. Joana de Eça, abadessa de Celas e filha de João Rodrigues de Azevedo e de D. Branca de Eça, irmã das outras duas abadessas, teve amores com Vasco Gomes de Abreu, poeta do Cancioneiro e sobrinho do bispo D. João e finalmente, D. Filipa de Eça, abadessa de Val de Madeiros e depois do Lorvão, filha de D. Pedro de Eça, irmão das primeiras Abadessas, foi amante do irmão de Vasco, o nosso João Gomes de Abreu das trovas” (BSS-vol. I-pg. 98). A terminar, acrescenta que em carta do rei D. João III datada de 31-8-1543 para o embaixador de Portugal junto do Papa, o rei pede ajuda para combater o comportamento dissoluto das Eças no mosteiro de Lorvão.»
E afinal qual era o atavismo hereditário a que se refere Braancamp Freire? Qual a razão para estas mulheres de Deus terem assim como que… um fogo no corpo! É isso!, um fogo no corpo!…
Tenho a certeza que ninguém terá qualquer dificuldade em decifrar a linguagem setecentista (talvez…) do documento, mas este naco é eloquente:
«Senhor de Eça
Criado ao desamparo, sem pai, nem mãe, nem quem por ele realmente se interessasse, saiu um devasso acabado. O seu fraco era casar e, com o maior desassombro o fazia, chegando ao ponto de ter às vezes três e quatro mulheres vivas. Então filhos, isso era um nunca mais acabar. Quarenta e dois lhe assinam os nobiliários! (BSS-vol. I-pg. 87)
Casou, pelo menos, seis vezes, mas apenas se conhece o nome de uma das mulheres: Isabel de Avalos (Ávila).
“…foi casado com muitas mulheres todas vivas, devia ter boa Conciencia, ou seguir o Alcorão, em que se permitem muitas mulheres…” (NFP-vol. V-pg. 35)».

eças-1
E por isso teve vários filhos com o mesmo nome, sendo João a repetição mais vulgar.
Eu acho que assim percebe-se tudo.

Sobre António Eça de Queiroz

Estou em crer que comecei a pensar tarde, lá para os 14 anos, quando levei um tiro exactamente entre os olhos. Sei que iniciei a minha emancipação total já aos 16, depois de ter sido expulso de um colégio Beneditino sob a acusação – correcta – de ser o instigador dum concurso de traques ocorrido no salão de estudo. E assim cheguei à idade adulta, com uma guerra civil no lombo e a certeza de que para um homem se perder não é absolutamente necessário andar encontrado. Tenho um horror visceral às pessoas ditas importantes e uma pena infinita das que se dizem muito sérias. Reajo mal a conselhos – embora ceda a alguns –, tenho o vício dos profetas e sou grande apreciador de lampreia à bordalesa e de boa ficção científica.
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38 respostas a Eças devassas e outras broncas históricas

  1. Minhona diz:

    Ufffff !!!! Que estafadeira e isto apenas por ler uma sinopse da coreografia, digo, genealogia ou apontamento genealógico de um muito fértil hibondeiro. Um texto riquíssimo embora liofilizado, pelo que merecia ser desdobrado, cada pormenor desenvolvido, cada personalidade bem iluminada pelos seus irónico-carinhosos informes e acompanhado de CD com Power-Point. Uma boa base para um guião de uma série baseada em factos reais. Com a vantagem de ser à partida uma nobre Obra-Prima-Tia-Avó-Avô…. Que gene lhe terá calhado?1?!?

  2. A minha primeira namorada chamava-se… Abreu!
    Deve ter sido isso.

    • Célia Abreu diz:

      Aiiii…..sou uma Abreu.

      Achei essa sua árvore genealógica frondosa e assombrosa. Cada ramo é mais encaracolado do que o outro. Olho-a e comparo-a a uma cabeleira com rastas 🙂

  3. Pedro Bidarra diz:

    “Foi casado com muitas mulheres todas vivas”, “quarenta e dois filhos e filhas”… Que animal! Que liberdade! Que saúde! Vou já afixá-lo na minha galeria de heróis

  4. Rita V diz:

    post bem animado!

  5. curioso (eça uma vez) diz:

    afinal, dessas também reza a história… enquanto vou à procura d’Eça 😉

    (cheguei a D. Fernando de Portugal, senhor de Eça, 1378)

    • É, tudo começa aí. Ele foi educado por um primo galego da Inês de Castro, que lhe atribuiu mais tarde o senhorio de Eça. Adorava saber onde ficava essa terra, que hoje tem obrigatoriamente um nome diferente, é claro…

      • Lurdes Abreu diz:

        Sou uma Abreu nascisa na freguesia do Lorvão (concelho de Penacova) fiquei curiosa com toda esta trama. Querem ver que ainda somos primos 🙂

        Fui googlar um bocado e descobri que esse senhorio d’ Eça deverá ser esta vila de Eça na Galiza. Pode ser que ainda tenha o mesmo nome; fico-me por aqui 🙂

        http://www.soveral.info/mas/MelloeSouza.htm

      • Lurdes Abreu diz:

        Sou uma Abreu nascida na freguesia do Lorvão (concelho de Penacova) Aos antigos já tinha ouvido uns zuns-zuns desta trama. Querem ver que ainda somos parentes 🙂

        Fui googlar um bocado e descobri que esse senhorio d’ Eça deverá ser esta vila d’Eça na Galiza. Pode ser que ainda tenha o mesmo nome. Fico-me por aqui 🙂

        http://www.soveral.info/mas/MelloeSouza.htm

        • Admire-se… Quanto à vila de Eça, o facto é que em Espanha já não se usa cedilha… (acho que nem na Galiza)
          Vou investigar isso junto de amigos galegos.

        • curioso (genea logo) diz:

          o texto também diz que ele morreu no castelo de Eça.

          há em Soria uma antiga vila medieval Puebla de Eca (18 habitantes), com ruínas dum castelo, tendo pertencido aos Sotomayor.

          http://www.castillosdesoria.com/pueblaeca.htm

          • Mas isso não bate certo, porque ele fez-se monge franciscano e assim morreu, suponho que num mosteiro ou convento.
            Agora esta Puebla de Eca tem sérias possibilidades…

            • curioso (sei lá?) diz:

              Faleceu no castelo de Eça, sendo transladado para o convento do Espírito Santo de Gouveia, de que era padroeiro, onde seu corpo chegou a 25.1.1479, sendo sepultado na capela-mor em túmulo com o seu brasão de armas e o seguinte epitáfio: «Aqui jaz D. Fernando de Eça filho do Infante D. João neto d’El-Rei D.Pedro de Portugal, & da Infante D.Inez de Castro sua mulher; & bisneto d’El-Rei D. Afonso, o que venceu a batalha do Salado. Este D. Fernando foi padre de D. Catarina, abadessa de Lorvão, que o aqui mandou trasladar na Era do Nascimento de nosso Senhor Jesu Christo de mil & quatrocentos & setenta & nove anos, XXV dias de janeiro».

  6. sc diz:

    Do que diz, nota de desdouro, apenas o parentesco com o Dantas.
    Sobre Dona Carolina Pereira d’Eça: ver o seu retrato – o que só aconteceu há meia-dúzia de anos – foi uma das minhas grandes experiências literárias: é enigmática, com uma pose quase hierática, a convidar à elipse. Em toda a situação tem de se dilucidar o que deve ser atribuído aos usos do tempo e o que terá sido opção pessoal. “Assumir” a criança, como afirma, era algo absolutamente fora de questão. Aliás, o que se discute actualmente é o porquê do hiato entre o nascimento de Eça e o casamento dos seus Trisavós.

  7. SC, sobre a tremenda Carolina existem várias teorias e alguns factos reais. Por acaso não abriu o texto que está escondido em ‘AQUI’, no parágrafo que lhe dedico?…

    • sc diz:

      Tinha lido por alto. 🙂
      O testemunho de sua Prima – sobre a raiva ao namorado – é uma conclusão dela que, não sendo inverosímil, me parece um pouco exagerada quanto à duração. Para justificar esses quase 3 anos sem casamento fala-se, geralmente, do estado geral do país – que era de guerra civil – e, mais recentemente, de uma possível oposição de sua 5ª Avó, Angélica, que morreu um ano depois do casamento.
      O que é um facto indiscutível é a impossibilidade de qualquer pessoa na situação social de D. Carolina de Eça ter consigo o seu filho: seria votada ao mais completo ostracismo – o que também prejudicaria a criança.
      Ao contrário, a solução adoptada era a usual para situações similares. Até a “mãe incógnita” do assento de baptismo, que provocou alguma celeuma, era o expediente legal adoptado ainda 60 anos mais tarde para evitar situações embaraçosas.
      Anotei o gosto por doces – que não tinha reparado no “Eça de Queiroz entre os seus”.

  8. Ivone Costa diz:

    Adorei, António. Dulcíssimas genealogias.

  9. Panurgo diz:

    Que farrabodó. Só não entendi bem se a entrada de um mosteiro num tempo conturbado, com intromissões violentas do monarca, deve ser entendida do ponto de vista estritamente político.

  10. Agora sim, fiquei a saber o que sºao doces conventuais. Magnífico, António

  11. Ó António, isto é genial!

  12. Querida Eugénia! Há que tempos…Que bom que gostou, também acho que ficou divertido. 🙂

  13. nanovp diz:

    Não tem nada de devassidade António, era só o frio do mosteiro que obrigava a aconchegos!!
    Que histórias e que famílias!

  14. José Maria Eça de Queiroz diz:

    Bom… Há aí um erro. A mulher de D. Fernando de Eça (uma delas…), mãe de D. Catarina, não era Isabel D’Ávila, mas sim Isabel de Avallos. Em relação à descendência de D. Fernando, diz-se que teve 48 filhos de várias mulheres (é obra!). Foi ele que incluiu no brazão a corda Franciscana que o debrua, pois consta que, arrependido da sua vida libertina, morreu envergando um hábito Franciscano, rezando pelo perdão dos seus pecados.
    Gostei muito do texto.

    • Zé, Isabel de Avallos… é Ávila!
      Imaginava que fosse gostar, você também ouviu o Pai falar delas, suponho…

      • José Maria Eça de Quyeiroz diz:

        De certeza? É que os brazões até são diferentes, mas é capaz de ter razão. Além de ter ouvido o Pai, tenho aprofundado algum estudo sobre as “gentes” Eça, e portanto estou sempre curioso a documentação extra. ABRAÇO.

  15. José António C. Rodrigues diz:

    Bom dia! Gostei muito do seu blogue… Tem logo na primeira referência um erro relativo à II Invasão francesa. Não foi Junot quem derrotou o Bispo António de São José de Castro, mas sim Soult. Também não creio que o desastre da Ponte das Barcas fosse originado por qualquer bombardeamento ordenado pelo Comandante Chefe a partir de Gaia. Tal como refere Arnaldo gama (e outros autores) o Bispo terá ordenado o levantamento de alçapões criando esse vazio que sorveria imensas pessoas.
    Quanto ao resto… Pois só posso expressar a minha admiração por tal fecundidade…

    • Caro José António, não faço ideia como fui errar nisso do Junot (e pior, não corrigir, pois sempre soube que foi o Soult…, às vezes as evidências são assim, não se vêem). E claro que o desastre não foi originado pelo bombardeamento ordenado por esse meu quinto tio-avô: tal facto apenas terá tornado ainda mais mortífero o desastre, pelo pânico extra que provocou.
      Quanto à fecundidade… pois, não há muito mais a dizer, de facto.
      Obrigado pelo seu comentário.

  16. antonio jose patricio pinto freire de abreu e castro e oliveira diz:

    Para o fogo nao se apagar e por falarmos de um antepassado, comum a outros, aqui vai alguma info sobre tao nobre e peculiar Infante..Dom Fernando foi com seu Pai ,o PrincIpe D JOAO para a Galiza onde teve o Senhorio da vila D EÇA que lhe deu Prestamo o 1 Duque de Arjona, D Fradique Enriquez de Castilla ,seu primo segundo do qual D Fernando tomou seu nome e apelido.Nao herdou os vastos senhorios de seu Pai que os perdeu quando foi para Castela.A 11 de Abril de 1455, DOM AFONSO Quinto doou a D Fernando e a sua mulher D Isabel D Avalos enquanto sua merce for, uma terça anual de 10.000 reais prata a partir de 1 de Janeiro de 1455. É correcto que está sepultado no Convento do Espirito Santo em Gouveia para onde foi trasladado em 1479, por ordem de sua Irma Abadessa em Coimbra,tambem
    D Isabel assistiu á morte do marido e faleceu viuva com Testamento ,em 1480
    Sobre a vida devassa que levara acho graça e quem nunca pecou que lhe atire a primeira pedra!
    Abrs
    Antonio

  17. antonio jose patricio pinto freire de abreu e castro e oliveira diz:

    Era interessante falarmos de seu Pa,i o mais garboso cavaleiro de entao e legitimo pretendente ao trono e como sabem nao foi REI por intrigas da cunhada que por tao jovem der o levou a cometer um acto treloucado .Mal conhecido dos Portugueses mas uma personagem fascinante
    Abrs
    Antonio de Abreu e Castro

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