Hotéis

 

halycon

Enternecem-me os hotéis de primeira vez numa cidade. O humilde Claremont Hotel, em Westwood, a dois passos da sinfónica Wilshire Boulevard. Foi a estreia em Los Angeles, há quase 27 anos. O setecentista Hotel des Tuilleries na rua da Saint Hyacinthe, em Paris, ao lado do qual, nos anos 80, havia uma tasca de barril à porta e se comia um bom boudin. E lentilhas. O Halcyon, tão bem escondido em Holland Park. O La Residenza a dois passos da Via Veneto, mesmo em frente ao mais insuspeito dos night clubs, o Cica Cica Boom.

Como a carne é fraca e a corrompe o molho da felicidade, têm-se sonhos los angelinos de Mondrian, W ou Shutters, devaneios de Plaza em NY, Ritz em Madrid ou Lisboa, francesíssimos luxos de Crillon ou Byblos.

Não é que depois se esqueçam, mas há uma pensão de Porto Amboim que limpa tudo e, mais do que todos, sempre hei-de lembrar. Um dia conto.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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3 respostas a Hotéis

  1. Maria do Céu Brojo diz:

    Hotéis belos do pouco mundo que vi não perco. Sendo no Mónaco ou em Nova Iorque ou noutro lugar, empino o nariz e por ali me vou à descoberta.
    Um destes dias, dou-me mal. Até lá, encho o papo com maravilhas.

  2. Hoje é um bom dia para contar.

    Ps: era bem capaz de viver num hotel. Gostava.

  3. nanovp diz:

    Saudades de viajar…

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