Mínimas – ii

Os homens são isto. E as mulheres são aquilo. Os homens fazem assim. As mulheres assado. Chega. Não há os homens. Nem as mulheres. Há um homem. A mulher. Os que amamos. Cada um único. Na verdade, além desse exacto um, dessa certa uma, há o todo que são todos os outros e são mesmo isto e aquilo. Contradigo-me – pois, bem sei. Mas apresento factos, aposto, iguais aos seus: quanto aos homens, ó deles, há cobras com o sangue mais quente do que o meu. Já no amor sou uma sentimental do piorio, é o lado cão que bem me lixa  – zoomorfia do caneco…

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.
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9 respostas a Mínimas – ii

  1. Henrique Monteiro diz:

    Penso o mesmo, mas ao contrário. Contradigo-me, mas percebo. É isso mesmo!

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      No desfile Victoria´s Secret de 2012, a menina Goulart vinha de cobra ao pescoço e a linda Doutzen Kroes de poodle cor-de-rosa, ora, isto é toda uma psicologia comportamental!

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    Rica menina! Assim é que é falar.

  3. Desculpe, Eugénia, mas isto não é uma mínima, é uma máxima. É de homem, diria, se não fosse de mulher.

  4. António Barreto* diz:

    não se ama o exato um ou a exata uma.

  5. curioso (pináculo) diz:

    toda a gente sabe…

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