Mínimas – v

Transgender: de cada vez que dou banho ao Cão, descubro que tenho um gato. Assanhado.

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.
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14 respostas a Mínimas – v

  1. Eugénia, então afinal o Cão, o célebre Cão, mia?

  2. Curioso (gato lavado) diz:

    E precisa?

  3. Rita V. diz:

    Não sei se ria ou se chore

  4. Os cães têm o hábito de chover:

  5. Obrigada pelo Tom Waits. Gosto.

  6. fernando canhão diz:

    Como qualquer outro animal doméstico não comestível, alegadamente, é ele que a tem a si.
    Excluo desta regra muito simples as cadelitas de caça dos alentejanos, que acabam geralmente abatidas pelos donos carenciados e semi embriagados, por confundidas com uma perdiz, o que apenas nos confirma a já mencionada embriaguez dos donos. Aliás, a lágrima furtiva, que surge nos donos ao ver o triste estado em que a cadelita ficou depois de chumbada, não a vejo como sentimentalismo, apenas mais uma prova do ar congestionado devido à bebida, quando se baixam para recuperar a coleira do animal semi morto, e que como nos conta Thomas Bernhard num dos textos de o Imitador de Vozes, será abandonado debaixo de uma árvore, pois segundo Thomas Bernhard os camponeses portugueses do sul, abandonam os cães mortos sob as árvores, para que elas assim passem a dar mais fruto, especialmente citrinos. Thomas Bernhard nada nos diz de outra árvore de região nortenha, pois ele era mais da zona quente de Portugal.

    • Há alguns anos, 7 ou por aí, tive um pequenino blog: Mátria Minha. O segundo ou terceiro post que fiz era isso, nem mais: o meu Cão tem uma pessoa. A ver se encontro a coisa e se ainda tem préstimo – os textos às vezes, vezes demais, quase sempre, envelhecem mal.

      Seria bom lê-lo do lado de cá como tive o gosto no Cabeça de Cão.

  7. nanovp diz:

    Coisas estranhas acontecem no banho…mas eu não tenho nem cão nem gato…

  8. Maria do Céu Brojo diz:

    Dê banho ao gato. Fica exausto e o «cão» feliz.

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