Reflexão nada ambiciosa, ou talvez muito

Eu podia ter sido muito mais na vida do que aquilo que sou. Muito mais! Tinha condições para isso. Mas, felizmente, não sou! Ainda bem, nem sequer tinha tempo…

Sobre Henrique Monteiro

Nunca fui um sedutor, embora amasse algumas mulheres hospitaleiras. Nunca fugi de um combate, mas sempre invejei quem, ao abrir as portas de um saloon, provoca pânico entre os bandidos. Tenho nas veias sangue jacobino, mas odeio revoluções e igualdades uniformizadoras. Sou pacato e desordeiro, anarquista institucional, maestro falhado, cantor romântico e piroso a quem falta tom. Sem nunca me levar a sério - no melhor sentido da palavra, acho que apenas sou um homem bom (e barato).
Esta entrada foi publicada em Escrita automática. ligação permanente.

10 respostas a Reflexão nada ambiciosa, ou talvez muito

  1. É engraçado, Henrique, também eu, um homem sem qualidades, julgo ter desdenhado do que parecia oferecerem-me e deixei-me ser menos do que diziam que poderia ser. Mas, e ponho-me a adivinhar que também te acontece a ti (a mim acontece), não fazemos isso por modéstia, mas pela vaidade suprema dessa recusa. Porque há um patamar ainda superior – de criação, de saber, idealizado, nefelibata e o raio que o parta – a que pelo mérito íntimo que nos atribuímos (um insight que temos de nós) julgamos pertencer. Como os sonhos dos profetas, como os milagres com que Moisés estarrecia o faraó.

  2. curioso (qui sera) diz:

    só falta explicitar o que é ser mais…?

  3. CeC diz:

    Acaba por ser, sempre, uma boa ponderação, quando pensamos no que se podia ter feito mas não se fez, pensar no que se teria perdido…

  4. nanovp diz:

    Ainda bem, olhe que ia pagar mais impostos!!!

Os comentários estão fechados.