Arquivos Mensais: Fevereiro 2013

O anjo em visita

Antes do Natal recebi esta carta de um amigo meu angolano, daqueles que viaja muito por razões petrolíferas, um destes nómadas modernos, a saltar, como o Vasco Grilo, de aeroporto em aeroporto. Não se admirem se um dia destes o … Continuar a ler

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Lovers´Anatomy & Bibliophilia

Se o rodapé é o tornozelo, escrever-lhe notas devia ser dar-lhe beijinhos. Em volta.

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Laser, néon e Times Square

Ao observarmos os organismos, o planeta, a galáxia que nos abriga, ao sentirmos o vento lambendo a face, vendo o que nos rodeia e o horizonte esquecemos que “tudo é feito de praticamente coisas nenhumas”. O que falta às “coisas … Continuar a ler

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We´re dead already

BATATAS Vende-se Batatas. Um cartaz atípico, embora bem posto, sem qualquer improviso, coisa encomendada, fundo azul, letras verdes, ao centro, Vende-se Batatas, e tinha desenhados barcos. Quatro: um em cima, outro em baixo, um à esquerda, outro à direita. Ao … Continuar a ler

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Jesus Cristo bebia cerveja

Jesus Cristo bebia cerveja, foi a melhor prenda deste natal. O menino Jesus foi generoso comigo e Afonso Cruz com a humanidade. Li este livro em 3 assentadas. Não foi de uma assentada, porque o dia só tem 24 horas. … Continuar a ler

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She’s gonna kill me!

A  20 de Fevereiro de 2006 no suplemento ‘DAS ARTES, DAS LETRAS’ de  ‘O PRIMEIRO DE JANEIRO‘ Filipa Leal entrevista a nossa mais triste autora, que foi considerada então a nova voz da poesia portuguesa. Sete anos depois, com autorização da Filipa, reproduzo … Continuar a ler

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Árias – de volta ao coração, o tema de Dalila e Sansão (6)

A minha camarada Francisca Cunha Rêgo, que tive oportunidade de conhecer quando segui os ouvidos na direção de alguém que cantava, magnificamente, na redação do Jornal de Letras, uma vez que ela própria, além de jornalista, canta, pediu-me um empenho. … Continuar a ler

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Já me devem mais de um ano

Trabalhava-se. Vinham ter connosco e perguntavam-nos, então quanto é que lhe devo? Respondíamos descuidados, olhe, se faz o favor, pague-me três horas de vadiagem a ver ali o rio, os cacilheiros e, vá lá, o som e o vôo de … Continuar a ler

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A 2 mãos

Às vezes, a nossa cabeça é aquele lugar onde várias autoestradas convergem para melhor divergirem depois nas direcções do pensamento. Explico. Vinha postar um texto sobre Abelardo e Heloísa, coisa impuríssima de dar gosto, a propósito de uma beleza de edição … Continuar a ler

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Petite provocation

As novas tecnologias foram criadas para as pessoas partirem do mesmo nível. Alguns encontram a porta do elevador, outros vão parar ao limbo dos virus bacanos.

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O quarteto mais dinâmico do mundo (da série Árias) – 5

Vítor Hugo, que não podemos ficar a conhecer pelo horrível filme Os Miseráveis, escreveu a peça Le Roi s’amuse que Francesco Piave adaptou para um libreto batizado, primeiro, Maldição e depois com o nome definitivo Il Rigoletto. Esta e Falstaff são … Continuar a ler

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A minha vida

  Foi um pugilista que disse. Um tipo de mãos de ferro. Disse uma frase que é um murro. Uma espécie de gancho da direita, a sua melhor mão. A frase chegou-me por outra mão, a mão velha e macia de … Continuar a ler

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Oscars, a ressaca

É verdade que fui provocado. O Leonardo Ralha do “CM”, a propósito dos Oscars, fez-me meia-duzia de boas perguntas a que eu dei outras tantas Tristes respostas. Bem sei que o PMS já falou do que interessa – não tanto … Continuar a ler

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Árias para chorar também é um fartar. Entra Handel (4)

Um homem bem aproveitadinho é o que se pode dizer de Georg Friedrich Händel, ou George Frideric Handel na sua versão inglesa. O tio Handel começou a trabalhar em Hamburgo e, logo novinho, aos 18 anos, escreveu esta melodia que … Continuar a ler

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Os sonhos não puxam carroças

Os sonhos não puxam carroças, disse o velho de voz acatarrada e mãos reumáticas da enxada. Serão peixe os sonhos? Andarão no mar em vez de fluírem dispersos e invisíveis pelo ar? Terão escamas e visco para não se deixarem … Continuar a ler

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