“A pedra que ama”

Rupes Nigra

Rupes Nigra

Gabriel Garcia Marquez, em “Cem Anos de Solidão”, descreve a chegada dos ciganos à aldeia de Macondo. Conta:

“Todos os anos, pelo mês de Março, uma família de ciganos esfarrapados plantava a sua tenda perto da aldeia e, com um grande alvoroço de apitos e tambores, dava a conhecer os novos inventos. Primeiro trouxeram o íman. Um cigano corpulento, de barba rude e mãos de pardal, que se apresentou com o nome de Melquíades, fez uma truculenta demonstração pública daquilo que ele mesmo chamava a oitava maravilha dos sábios alquimistas da Macedónia. Foi de casa em casa, arrastando dois lingotes metálicos e toda a gente se espantou ao ver que os caldeirões, os tachos, as tenazes e os fogareiros caíam do lugar, e as madeiras estalavam com o desespero dos pregos e dos parafusos que tentavam desencravar-se, e até os objetos perdidos há muito tempo apareciam onde tinham sido mais procurados e arrastavam-se em debandada atrás dos ferros mágicos de Melquíades. ‘As coisas têm vida própria’, apregoava o cigano com áspero sotaque, ‘tudo é questão de despertar a sua alma’.”

Como o descrito, nas «magias» que assarapantavam os aldeões, ímanes eram protagonistas. Antigos como a Terra. Integram minerais. Recolhidos pela vez primeira na Ásia Menor, na zona da cidade de Magnésia. A magnetite deve-lhe o nome. Na Arrábida, subindo do Portinho, estrada com inclinação acentuada obriga a esforço dos automóveis maior que o costumado em situação semelhante noutras. Dizem-na rica em magnetite. Recusa deixar o crédito da atração pelos metais cair em saco furado. Talvez por isso o significado da palavra íman como ‘pedra que ama’. A língua francesa foi mais longe: designa-a como aimant. Em português, «amante».

Geomag Coords

Geomag Coords

A Terra é gigantesco íman. Possui dois pólos magnéticos: o Norte e o Sul. O primeiro quase ao lado do pólo Sul geográfico e dos esquimós; o segundo, consequentemente, ronda o geográfico pólo Norte e os pinguins. Mas não foi sempre assim. Em seis vezes durante os últimos quatro milhões de anos, os pólos magnéticos terrestres inverteram a posição. Somente quando as profundas do planeta forem integralmente conhecidas será possível entender as mutações.

William Gilbert

William Gilbert

Nos estudos sobre o magnetismo, Willian Gilbert, sábio inglês na entourage da rainha Isabel I, menciona portugueses. Refere o ‘Colégio de Coimbra’, Garcia de Horta – ‘ A pedra que ama faz bem à saúde e, em pequenas doses conserva a juventude’. Arrasa Pedro Nunes e o seu ‘Instrumento de Sombra’. Gilbert enaltece Roderigues de Lazos, navegador luso, reporta a «bússola portuguesa», faz análise crítica das observações de Bartolomeu Dias nos mares do Sul por causa do batismo de ‘Cabo das Agulhas’ a lugar no Sul de África que baralhava as bússolas (pequenos ímanes).

Magnetic detection – iron filings

Magnetic detection – iron filings

Curiosa é a divisão dum magnete em pedaços: todos com pólos Norte e Sul e propriedades magnéticas. A menor porção designada spin. Indivisível. Efeito quântico que Heisenberg explicou e encontrou resistência em Einstein, certamente esquecido de ter brincado com bússolas quando menino.

 

Sobre Maria do Céu Brojo

No tempo das amoras rubras amadurecidas pelo estio, no granito sombreado pelos pinheiros, nuas de flores as giestas, sentada numa penedia, a miúda, em férias, lia. Alegre pelo silêncio e liberdade.
No regresso ao abrigo vetusto, tristemente escrevia ou desenhava. Da alma, desbravava as janelas. Algumas faziam-se rogadas ao abrir dos pinchos; essas perseguia. Porque a intrigavam, desistir era verbo que não conjugava. Um toque, outro e muitos no crescer talvez oleassem dobradiças, os pinchos e, mais cedo do que tarde, delas fantasiava as escâncaras onde se debruçaria.
Já mulher, das janelas ainda algumas restam com tranca obstinada. E, tristemente, escreve. E desenha e pinta. Nas teclas e nas telas, o óleo do tempo e dos pinceis debita cores improváveis sem que a mulher conjugue o verbo desistir. Respira o colorido das giestas, o aroma dos pinheiros nas letras desenhadas no branco, saboreia amoras colhidas nos silvedos, ilumina-a o brilho da mica encastoada no granito das penedias.

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69 respostas a “A pedra que ama”

  1. Graça Rodrigues diz:

    Sou uma amante de pedras, não pude ficar indiferente a essa expressão tão bonita “a pedra que ama”. Agora percebo-as melhor. Parabéns, Maria.

    • Maria do Céu Brojo diz:

      Se logrei agradar-lhe, fico muito contente. E depois, olhando atentamente a ‘mãe Natura’ as descobertas não cessam.
      Obrigada.

  2. curioso (downunder) diz:

    para bem da nossa paz mental (pasme em tal) corrija ou justifique “o Norte e o Sul. O pri­meiro quase ao lado do pólo Sul geo­grá­fico e dos esqui­mós; o segundo, con­se­quen­te­mente, ronda o geo­grá­fico pólo Norte e os pin­guins.”

    • monica diz:

      quando dançava isto q me fartava não havia youtubes nem blogs nem trocava bitaites com pessoas q n conhecia de lado nenhum, ó q saudades!

      • curioso (siga a dança) diz:

        é a lei das com pensa ções: foi melhor ter dançado… e agora sabe bem recordar (e simular sentada com um sorriso no rosto…) 😉

    • Maria do Céu Brojo diz:

      Não há que corrigir ou justificar, julgo. Pelo aprendido durante anos, é aquela a localização atual dos pólos magnéticos terrestres. Aliás, no texto consta: “Somente quando as pro­fun­das do pla­neta forem inte­gral­mente conhe­ci­das será pos­sí­vel enten­der as mutações.”

      • curioso (no way) diz:

        pois suponho que está enganada… se necessário, vamos a provas e fico com a mão es tendida 😉 (ou as bússolas têm as agulhas invertidas…)

        mas, r-e-p-a-r-e: disse que o pólo sul geográfico está com os esquimós!

        não é verdade, pois não?

        ou os esquimós (do norte) trocaram de con domínio com os pinguins (do sul)?

        • Maria do Céu Brojo diz:

          Curiosidade: revi este filme anteontem. Uns desgraçados tradicionais nos rituais familiares. Ordenados como as partículas do gelo ligadas por ‘pontes de hidrogénio’ onde vivem e procriam. Apontamento: a igualdade sexual na criação dos filhotes.

          • curioso (in satisfeito) diz:

            por favor: a igualdade sexual não é isso, talvez seja a igualdade parental.

            mas corrija ou justifique: o pólo sul geográfico é na terra dos esquimós??????

            depois trataremos da inversão, OK?

            • Maria do Céu Brojo diz:

              Apanhou-me, como se fora a primeira vez, num erro – igualdade parental e não sexual.
              OK a tudo.

              • Maria do Céu Brojo diz:

                “Esquimós são povos indígenas que habitam tradicionalmente as regiões em torno do Círculo Polar Ártico, no extremo norte da Terra, como o leste da Sibéria, o norte do Alasca e do Canadá e a Groenlândia.”

                • curioso (dez o lado) diz:

                  ainda bem, mas para a nossa paz mental mantém-se o paradoxo: disse que ali é o pólo SUL geográfico!

                  não quer reconhecer a ‘distração’?

              • curioso (penguin) diz:

                aqui tem a re com pensa 🙂

                You think love is a game
                Love is a motion
                Endless and so deep
                Always emotion
                I’ve got many ways
                To reach tomorrow
                Love will always grow
                No pain, no sorrow
                When you take me in your arms
                You can break me with your heart
                I feel the magic of your charm
                Oh, you’re tearing me apart

                Chorus:
                Midnight lady, love takes time
                Midnight lady, it’s hard to find
                Midnight lady, I call your name
                I know you can ease my pain
                Midnight lady, just you and me
                Midnight lady, eternaly
                Midnight lady, I can fly in your arms
                I’ll get high

                Magic touched my life
                I’m still dreaming
                Anything before has lost its meaning
                Heaven in your eyes
                My soul is on fire
                Oh, my feelings grow, we can’t go higher
                Oh, I just want a girl
                Baby, just to call my own
                And I just wanna dream
                I don’t have to dream alone

        • curioso (dez a fio) diz:

          uma vez que não corrige nem justifica, vou confrontá-la com algumas fontes:

          1- Jonathan Leake – The Sunday Times

          2 – Nils Olsen, do Centro para a Ciência Planetária da Dinamarca

          A equipe de Olsen acredita que turbilhões se formaram sob o Pólo Norte e o sul do Atlântico. Se eles se tornarem fortes o bastante, poderão reverter todas as outras correntes, levando os pólos Norte e Sul a trocar seus lugares.

          3 – Andrew Jackson (Prof. Dr.), especialista em geomagnetismo da Universidade de Leeds, Inglaterra, disse que a mudança está atrasada: ”Tais guinadas normalmente acontecem a cada 500 mil anos, mas já se passaram 750 mil desde a última.”

          4 – Impacto
          A mudança poderia afetar tanto os seres humanos quanto a vida selvagem. A magnetosfera fornece proteção vital contra a radiação solar abrasadora, que de outro modo esterilizaria a Terra.

          A onda de radiação resultante poderia causar câncer, reduzir as colheitas e confundir animais migratórios, das baleias aos pingüins. Muitas aves e animais marinhos se guiam pelo campo magnético da Terra para viajar de um lugar para outro. A navegação por bússola se tornaria muito difícil. E os satélites – ferramentas alternativas de navegação e vitais para as redes de comunicação – seriam rapidamente danificados pela radiação.

          Mas agora para surpresa de muita gente, é a própria ciência que começa a reconhecer importantes mudanças no campo magnético e na freqüência vibratória da Terra.

          O ápice do processo, que segundo alguns especialistas, deverá ocorrer em alguns anos provavelmente provocará a inversão do sentido da rotação do nosso planeta e também a inversão dos pólos magnéticos.

          5 -… o trabalho do geólogo norte-americano Greg Braden, maior estudioso do fenômeno.

          Braden trabalha a partir da interface ciência-esoterismo e é autor do livro “Awakening to Zero Point ” (Despertando para o Ponto Zero – ainda não traduzido para o português) e de um vídeo de quatro horas sobre o fenômeno e suas possíveis conseqüências para a humanidade.

          6 – Greg Braden está constantemente viajando pelos Estados Unidos e marcando presença na mídia demonstrando com provas científicas que a Terra vem passando pelo Cinturão de Fótons e que há uma desaceleração na rotação do planeta. Ao mesmo tempo, ocorre um aumento na freqüência ressonante da Terra (a chamada Ressonância de Schumann).

          7 – Quando a Terra perder por completo a sua rotação e a freqüência ressonante alcançar o índice de 13 ciclos, nós estaremos no que Braden chama de Ponto Zero do campo magnético.

          8 – A Terra ficará parada e, após dois ou três dias, recomeçará a girar só que na direção oposta. Isto produzirá uma total reversão nos campos magnéticos terrestres.

          9 – Afirma-se que depois do Ponto Zero o sol nascerá no oeste e se porá no leste. Ocorrências passadas, deste mesmo tipo de mudança, foram encontradas em registros ancestrais.

          10 – Bad Science

          http://www.badscience.net/2009/06/behind-the-curtains/

          The Science of Miracles (3/7)

          http://www.dailymotion.com/video/xf40lp_the-science-of-miracles-gregg-brade_lifestyle#.UQ7xZR2IEcY

      • curioso (a tónito) diz:

        pois volto a dizer-lhe que está a errar, redondamente, o que é absurdo, inexplicável.

        diga onde aprendeu (durante anos?) para poder confirmar.

        além de estar a trocar os pólos magnéticos está a trocar (também!) os pólos geogáficos! como é possível? ou está a gozar…? só pode…

        já alegou várias vezes que a a abordagem a temas científicos exige humildade: tem aqui uma rica oportunidade para se revelar.

        que lhe sugere este vídeo?

        • Maria do Céu Brojo diz:

          Mesmo a propósito. Só não publiquei este vídeo pela extensão. Não é que prova o que afirmo?

          Julgo que havendo pontos de vista convictos, alterar as referências não é fácil. Porém, fica um alerta: as descobertas científicas sucedem-se desmentindo o certo de ontem.
          Humildade reconhecida ou não? 🙂

          Sempre lhe digo que o meu parco saber advém da Faculdade de Ciências em Coimbra e na de Lisboa. Posteriormente, de investigações e décadas de estudo. Nada de especial. Entretanto, um ano de paragem talvez seja responsável por menos atualizações. Tenho evitado que tal aconteça navegando aqui e ali. Terá sido suficiente?

          • curioso (loucos) diz:

            talvez não.

            nas Faculdades também se aprende a errar.

            1 – o que aprendeu está escrito? pode ser consultado?
            2 – diga-me qual a passagem do vídeo que prova os seus erros?

            não há volta a dar às simples verdades:

            3 – o pólo norte magnético encontra-se na zona polar do Ártico (dos esquimós) desde há mais de 750 mil anos. e o pólo sul magnético… na zona dos pinguins, idem

            4 – o pólo norte geográfico sempre esteve (por definição!) onde o puseram e é na zona dos esquimós. o o mesmo para o outro, na zona dos pinguins.

            aceita? corrija… confirme (ou quer enlouquecer-nos?) 😉

            • Maria do Céu Brojo diz:

              1- pode ser consultado em qualquer manual de Física que do assunto trate;
              2 – erros? Homessa!
              3 e 4 – sinto-me cansada de provar sempre o mesmo.

              Permita-me a indiscrição: _ Onde aprendeu Física? Apenas no liceu? Nada tenho contra, mas talvez explique a radicalização do seu entendimento baseado em vídeos e noções empíricas, além de consultas várias sobre magnetismo.

              • curioso (NASA) diz:

                a sua obstinação é maior que a Rupes Nigra (que supostamente chegava ao céu!).

                em que manual de Física (pág.??) diz que o pólo norte geográfico fica a sul na zona dos pinguins?

                está cegamente iludida pela aludida evolução da ciência (Física) tentando com ela tapar os olhos à ignorância que mostra mesmo em relação a conceitos empíricos, metendo os pés pelas mãos (o norte no sul e o sul no norte). fique bem, mas dispõe mal… 😉

              • curioso (NASA2) diz:

                a fechar, passo a comentário lá bem no fundo… para me poder alargar 😉

  3. curioso (magni cida) diz:

    quanto a Magnésia e Ásia Menor, melhor seria dizer que fica na Grécia e que é uma maravilha arqueológica a explorar (com frigidarium, tepidarium e caldarium).

    http://www.turismogrecia.info/guias/turquia/o-sitio-arqueologico-de-efeso

    • Maria do Céu Brojo diz:

      Tem razão. Mas, sabe, em ciência, a maioria das designações antigas costumam serem preservadas.

      • curioso (euro peu) diz:

        não vou por aí: o que importa é informar com rigor – e o que foi já não é.

        a Ásia Menor é muito vaga… e a Grécia é na Europa.

  4. curioso (arauto) diz:

    sobre a atração da Arrábida não cair em ‘saco furado’ pode-se entender melhor assim:

    «Mais preocupantes para o antigo autarca social-democrata são as pedreiras do outro lado da Arrábida, nomeadamente na zona da Azóia (Sesimbra). “É catastrófico o que se vê ali, aquelas crateras lunares”, disse. “Felizmente que a parte central do maciço natural da Arrábida está preservada”, acrescentou Duarte Machado, salientando a importância da presença humana na preservação da Arrábida, território que está a onze meses de poder vir a ser considerado Património Misto da Humanidade.» in Público 01.02.2013

    • Maria do Céu Brojo diz:

      Como o entendo e grande é o meu desgosto por tal notícia! Obrigada pela achega.

  5. Não perco estes seus textos, Maria do Céu. Aprendo sempre qualquer coisa. Neste caso, vou olhar para certos pedregulhos com outra ternura.

    • Maria do Céu Brojo diz:

      E se o planeta necessita de ternura ao constituir a casa de todos!
      Declaro-me feliz por lhe agradar nestes escritos.

  6. curioso (e spin ado) diz:

    menos pacífica que a fabulação sobre a rica magnetite na subida do Portinho é a passagem dum magnete a spin (a menor porção?) OMG!

    [Física] Momento cinético próprio do electrão ou de outra qualquer partícula, devido à rotação da partícula sobre si mesma.

    IEQVUC-isto é que vai uma crise 😉

    http://www.youtube.com/user/spin

    • curioso (insp irado) diz:

      já que aquele des propositado Spin não ficou ex posto, vejamos se este, com fabulosa música das galáxias em fundo, nos ajuda a ver melhor aquela ‘menor porção’ das propriedades do magnete (lindo!)

      • Maria do Céu Brojo diz:

        Lindo e, às primeiras, não encontrei defeito. Obrigada por esta maravilha. Vou guardá-la por abranger nas imagens muito mais que o ‘spin’. A música? Deliciosa!

    • Maria do Céu Brojo diz:

      Está incompleta a definição que transcreve dum fenómeno tão complexo que evitei cair-lhe no enredo no texto – números quânticos, Schrödinger e coisa e tal.

      Certo o que consta no texto sobre o “spin” (girar) das partículas ultramicroscópicas. Para abreviar, fiz ‘copy e siga’ desta parte da mecânica quântica: “Partículas elementares, tais como os fotões, eletrões e os quarks, são partículas que não podem ser divididas em partes menores. Teorias e estudos experimentais têm mostrado que o spin, presente nessas partículas, não pode ser explicado por postulações clássicas, onde partículas menores tendem a orbitar em volta de um centro de massa. O spin que essas partículas apresentam é uma propriedade física intrínseca, como a propriedade de carga elétrica e massa. Na mecânica quântica, o momento angular de qualquer sistema é expresso pela equação abaixo:

      Onde é a constante de Planck h/2π, e o número quântico do spin s é um inteiro positivo ou uma fração (0, 1/2, 1, 3/2, 2, etc.). A fração do número quântico é a maior diferença entre o momento angular orbital do spin. O valor de s depende unicamente do tipo de partícula, não podendo ser alterada de forma alguma, ao contrário da direção do spin.

      Por convenção, todos os eletrões possuem valor s=1/2. Outros tipos de partículas elementares, tais como positrões e neutrinos, possuem spin -1/2. O Bosão de Higgs, caso exista, seria a única partícula da natureza a possuir spin igual a zero.”

      • curioso (salada) diz:

        incompleta? o que falta?

        chega perfeitamente para contrapor a divisão (física) dos magnetes (em pedaços) que nunca pode acabar em spin (a menor porção).

        num dá (bom resultado) misturar todos estes ‘alhos’ com ‘bugalhos’ ou, como dizia o Bruno, o tomate é um fruto mas, entrando na salada, não entra na dos ditos hehehehe

        http://www.youtube.com/watch?v=DwshhZq6T8Q

        • Maria do Céu Brojo diz:

          “Chega per­fei­ta­mente para con­tra­por a divi­são (física) dos mag­ne­tes (em peda­ços) que nunca pode aca­bar em spin (a menor porção).” Reside aqui a falácia.

          • curioso (going out) diz:

            1- o que falta?

            2- qual falácia?

            inté 😉

            • Maria do Céu Brojo diz:

              Lá mais para cima a resposta.

              • curioso (orate fratres) diz:

                não adianta… partir um magnete em pedaços até chegar ao spin (a mais pequena porção) é patético, con frange dor e não há falácia que resista 🙁

                há-de haver no céu (ou no purgatório?) um remédio di vino para estas (bem)aventuranças 🙂

      • curioso (for mular) diz:

        não sei se reparou: não há ali a tal equação…

        e não faria falta recorrer a ela, pois não cabe na definição de spin, nem aparecem equações na definição elementar de spin, nem se trata de sistemas… a questão que aqui trouxe foi a divisão de magnetes em magnetes mais pequenos… até acabar no spin… o que não faz qualquer sentido na sua apresentação da ‘Pedra que ama’.

        se não quisesse armar toda esta ‘salgalhada’… bastava:

        1- ter evitado o spin (foi um despropósito)
        2- ter a noção básica de que não há inversão polar há mais de 750 mil anos
        3- não meter os esquimós no sul e os pinguins no norte (elementar)
        4- não se escudar na passagem pelas Faculdades (má desculpa)

        • Maria do Céu Brojo diz:

          Sorry, sorry, sorry. Mais não acrescento por fadiga.
          Sugestão: passe adiante quando eu perorar sobre temas científicos. Evita-lhe desgostos e trabalho.

  7. Rita V. diz:

    Adoro bússolas e há realmente ‘pedras’ que fazem bem à saúde. Ah ah ah.

  8. curioso (in genius) diz:

    aquele fragmento de mapa “Rupes Nigra” tem muito mais que se lhe diga: elaborado por Gerard Mercator representava (em 1595) uma maneira muito moderna de ver o mundo e serve também para explicar o significado das terras setentrionais.

    «Every one knew how laborious the usual Method is of attaining to Arts and Sciences; whereas by his Contrivance, the most ignorant Person at a reasonable Charge, and with a little bodily Labour, may write Books in Philosophy, Poetry, Politicks, Law, Mathematicks and Theology, without the least Assistance from Genius or Study.»

    http://www.laputanlogic.com/articles/2004/01/07-0001.html

  9. monica diz:

    as rolling stones por exemplo eheheh e bússula em inglês?!

  10. Manuel S. Fonseca diz:

    Maria, traduzindo a toeria dos pólos magnéticos para o amor, isso significa que quando duas pessoas se amam é porque uma tem dentro dela um pinguim, a outra um esquimó? É, não é?

    • monica diz:

      n sou eu a Maria, mas aí está uma ideia pertinente, pinguins e esquimós são ambos do frio, afinal os polos atraem pq estão LONGE não porque sejam OPOSTOS eheheheh

      • Maria do Céu Brojo diz:

        Permita-me intromissão. A lonjura nada tem a ver com os mecanismos da atração. Mas que a ideia tem graça e ri, é verdade. 🙂

    • Maria do Céu Brojo diz:

      Arguto como sempre. Humorado também. Desta sua conclusão empírica e lógica não me havia lembrado. Vou guardá-la para futuros débitos sobre relações amorosas.

  11. Maria do Céu Brojo diz:

    Cuidado com os pólos e para onde os dirige. 😉

  12. curioso (boa memória) diz:

    uma pequena achega a propósito de contar estórias com carácter histórico-científico.

    ao contrário do que diz, Einstein não terá «brincado com bússolas quando era menino» mas não se terá esquecido do que viu:

    «Nesta altura (com 5 anos) o seu pai mostra-lhe uma bússola de bolso; Einstein apercebeu-se de que algo fazia flutuar a agulha no espaço e descreveu mais tarde a “impressão profunda e duradoura” desta experiência.»

  13. Maria do Céu Brojo diz:

    No texto: “Efeito quân­tico que Hei­sen­berg expli­cou e encon­trou resis­tên­cia em Eins­tein, cer­ta­mente esque­cido de ter brin­cado com bús­so­las quando menino.” Apenas quis dizer que se o sábio tivesse lembrado o seu espanto perante a bússola, não seria tão resistente à Mecânica Quântica.

    • curioso (ler, não tresler) diz:

      isso é a sua ‘humilde’ opinião, nada fundamentada.

      o Einstein sabia mais de quântica do que estará a imaginar…
      a resistência (?) a que se refere não seria nunca uma questão infundamentada, que se resolveria com uma simples recordação dum ‘espanto’ tido em criança. isso sim, seria uma verdadeira ‘criancice’. as suas notas biográficas registam “impressão profunda e duradoura”.

      -> se estiver interessada na verdade dos factos, poderemos ir aos fundamentos, ok?

      The Bohr–Einstein debates were a series of public disputes about quantum mechanics between Albert Einstein and Niels Bohr, who were two of its founders. Their debates are remembered because of their importance to the philosophy of science. An account of the debates has been written by Bohr in an article titled “Discussions with Einstein on Epistemological Problems in Atomic Physics”. Despite their differences of opinion regarding quantum mechanics, Bohr and Einstein had a mutual admiration that was to last the rest of their lives.

      Einstein was the first physicist to say that Planck’s discovery of the quantum (h) would require a rewriting of physics.

      The quantum revolution of the mid-1920s occurred under the direction of both Einstein and Bohr, and their post-revolutionary debates were about making sense of the change. The shocks for Einstein began in 1925 when Werner Heisenberg introduced matrix equations that removed the Newtonian elements of space and time from any underlying reality. The next shock came in 1926 when Max Born proposed that the mechanics was to be understood as a probability without any causal explanation.
      Einstein rejected this interpretation. In a 1926 letter to Max Born, Einstein wrote: “I, at any rate, am convinced that He [God] does not throw dice.”

      Finally, in late 1927, Heisenberg and Born declared at the Solvay Conference that the revolution was over and nothing further was needed. It was at that last stage that Einstein’s skepticism turned to dismay. He believed that much had been accomplished, but the reasons for the mechanics still needed to be understood.

  14. Maria do Céu Brojo diz:

    A minha teimosia em apresentar-lhe argumentos é sinal de burrice. Há muito, devia ter desistido. Rotule-me como quiser que para mim está tudo bem. Mas creia, falta paciência quando nem metáforas são entendidas. Por outro lado, para arrasar assim o escrito ou apenas luzes de ciência, ou vício em wikis e vídeos. Tenho dito e mais não direi. A partir de agora, peleje sozinho.

    • curioso (NASA4) diz:

      assim farei: pode ficcionar à vontade mas não dando ares sérios de entendida na matéria, pondo-a ‘de pernas para o ar’ e deixando o ‘poviléu’ enganado com as suas ‘magias’ literárias.

  15. curioso (NASA3) diz:

    a propósito do vídeo “Escudo Invisivel da Terra Campo Magnetico 46” vou fazer-lhe um último favor para que corrija o que, lamentavel mente, escreveu sobre os pólos, pois fica provado que não o soube ler (ou interpretar)

    Transcrevo o texto legendado a partir de 02:31

    «Hoje o campo magnético da Terra corre de sul para norte
    o que faz a agulha da bússola apontar em direção ao Pólo Norte
    e o derramamento de lava recente registra o campo apontando o norte

    mas há 780 000 anos estiveram voltados para sul
    ao invés de terem sido magneizados para o norte como o campo actual
    eles estão voltados para o sul
    exactamente ao contrário de hoje
    etc…
    seguem-se simulações em computador…

    vou trazer aqui o Fiolhais para nos divertirmos ainda mais 😉

    • curioso (fi olhais) diz:

      conforme prometido:

      «Como toda a gente sabe, os esquimós estão no hemisfério Norte e os pinguins no hemisfério Sul.
      Há uma confusão subjacente à frase: chamamos usualmente pólo norte magnético da Terra ao verdadeiro pólo sul, já que o norte da agulha aponta para lá (os pólos norte e sul atraem-se). De facto, os verdadeiros pólos magnéticos Norte e Sul da Terra estão invertidos relativamente aos geográficos. É só uma questão de nomes!

      Ou usamos a nomenclatura tradicional (norte magnético perto do nórte geográfico) ou uma nomenclatura mais perto da física, não podemos é usar as duas ao mesmo tempo, para não confundir.»

      CF

      • curioso (pla giante) diz:

        o professor não lhe chama plágio para não ser «mauzinho» mas entende que não ficava mal fazer referência à origem:

        http://dererummundi.blogspot.pt/2010/09/o-magnetismo-da-terra.html

        já que o considera amigo… aí está uma boa ocasião 😉

        • Maria do Céu Brojo diz:

          O professor Carlos Fiolhais, como já referi amigo de infância em Coimbra, editou, entre outros, livro de seu nome “Física Divertida”. Quando fui professora, muitas vezes o utilizei para introduzir unidades pedagógicas. Conheço-o praticamente de cor. Baseei-me nestes escritos em planificações de aulas antigas (já não sou professora e nos últimos 15 anos dei aulas ao 12º ano apenas, onde o conteúdo referido não é lecionado). Nada mais natural que ideias tenham sido lá recolhidas. Agora, num blog? Não!

          Porque intimidades de famílias não vêm aqui ao caso, entrarei em contacto com ele.

          • curioso (às aves sas) diz:

            não precisava de puxar pelos galões para justificar o injustificável. deixei os meus na gaveta.

            venceu a teimosia, não convenceu a honestidade intelectual nem a humildade: fica bem patente que para si (e para quantos tristes alunos?) os esquimós trocaram de sítio com os pinguins.

            um hilariante mundo que criou (si en ti fica mente) de pernas para o ar 😉 🙂 🙂

            • Maria do Céu Brojo diz:

              A dos ‘galões’ somente veio a contragosto meu para explicar a fonte última do texto. E sou teimosa, sim. A teimosia é um dos meus piores defeitos. Já acusar-me de falta de honestidade intelectual e de humildade é agravo que me pesa. Alegra-me jamais o ter rotulado.

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