Da namorada de Max Ernst

   

 Eine Kleine Nachtmusik 1943 by Dorothea Tanning born 1910

“Eine Kleine Nachtmusik”, 1943
Dorothea Tanning (1910‑2012)
Oil paint on canvas 407 x 610 mm
The Tate Collection

Um momento de pausa depois de um arrufo terreno entre divindades celestiais inimigas? Um ventoso pesadelo produto dos excessos nocturnos de um jovem Mozart? Uma simples disputa de pré-adolescentes sobre a proveniência de uma incómoda flor-que-gira? A ponta-de-lança de uma futura invasão vegetal vinda do além-espaço?

Digam-mo lá vocês, meus caros tristes. 

Sobre Vasco Grilo

Quando era rapazola dei demasiadas cabeçadas com a minha pobre caixa de osso. Hoje, como deliciosa consequência, encontro a minha razão intermitente como uma rede WI-FI, sem fios nem contrato fixo. Por vezes suspeito que a minha alma seja a de um velho tirano sexista e sanguinário, prisioneiro no corpo perfumado e bem-falante de um jovem republicano. Mas talvez eu seja só é um bocado sonso. A cidade para onde me mudei no final do século passado chama-se Aerotrópolis. Daqui partem todas as estradas e para aqui todas elas confluem. Em seu redor e para minha sorte, está um mundo que é grande e ainda muito comestível. Creio que a verdadeira felicidade possa causar uma certa tristeza. E por isso e só por isso, aqui, escreverei.

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9 respostas a Da namorada de Max Ernst

  1. curioso (raios) diz:

    é com a flor que gira (que já não gira) e que, com os esgalhados bem me quer, mal me quer, lançou em dila cerante desespero – quase de morte – aquela apaixonada criatura, perante o deno dado esforço reparador do seu anjo prote tor 😉

  2. Rita V diz:

    Fun é pouco!
    ‘tamos tramados!
    🙂

  3. Maria do Céu Brojo diz:

    Esta também não vou falhar. “Me aguarde”. 🙂

  4. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Acho que estive nesta festa, ou numa muito parecida…mas não posso relatar…

  5. Olinda diz:

    a erecção inocente, e arrebatadora, de um primeiro – e único – amor.

  6. Grande quadro, amigo milanês!

  7. vgrilo diz:

    Despachem-se que eu estou aqui fechado no quarto 207 à espera que alguém me abra a porta e me livre da prima do capuchinho vermelho…

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