Diário de árias

De árias sabia Callas, de cavatinas o Prey, de orquestras o Abado, mas de tudo o resto sei! Dói-me alma e, entretanto, não sei escrever um diário! Não me sai nada da mão, confesso-me salafrário… Tenho caspa nos joelhos, tenho febre no cachaço; dói-me todo o sentimento e não vejo nada de um braço.

Sobre Henrique Monteiro

Nunca fui um sedutor, embora amasse algumas mulheres hospitaleiras. Nunca fugi de um combate, mas sempre invejei quem, ao abrir as portas de um saloon, provoca pânico entre os bandidos. Tenho nas veias sangue jacobino, mas odeio revoluções e igualdades uniformizadoras. Sou pacato e desordeiro, anarquista institucional, maestro falhado, cantor romântico e piroso a quem falta tom. Sem nunca me levar a sério - no melhor sentido da palavra, acho que apenas sou um homem bom (e barato).
Esta entrada foi publicada em Escrita automática. ligação permanente.

3 respostas a Diário de árias

  1. curioso (abado) diz:

    lá tive que ir ao Google 😉

    Abadô é um nome comum a dois tipos de comidas rituais votivas, feitas de farinha de milho, ou amendoim, previamente torrados, passado no moinho, misturado com farinha de mandioca, sal e açucar, também chamado de fubá de milho ou fubá de amendoim pelo povo de santo. Esta comida ritual é oferecido à vários orixas, principalmente a Obaluaye, oxumare e nanã, indispensável no ritual de olubajé. A mesma mistura acrescida de mel de abelha é muito apreciada pelo orixá oxum.

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Henrique, mas era mesmo muito bom trazeres aqui uma ária por dia. Grande missão!

  3. Rita V. diz:

    O Glenn Gould também não está nada mal com Bach.
    🙂

Os comentários estão fechados.