Mudar o mundo

Millet

Angelus, Jean-François Millet

Não é assim tão importante querer mudar o mundo! Talvez baste repeti-lo.

SalvadorDali

Reminiscência arqueológica do Angelus de Millet

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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8 respostas a Mudar o mundo

  1. Se lhe passasse pela cabeça o que gosto deste homem… com o meu primeiro dinheiro ganho num trabalhinho de Verão quando era miúda, uma das minhas compras de pessoa crescida, pareceu-me então, foi um poster – havia posters, plasmavam-se nas paredes do quarto para desespero das entidades adultas – da Metamorfose de Narciso. Só havia dois na loja. Era esse ou o Renascimento.

    Lembra-se daquele video dele, uma coisa linda de ir às lágrimas que plasmou no ETGM? Devia replasmá-lo. De outra maneira. E repetia o mundo.

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    Discordo, estimado Manuel – mudar no sentido de elevar a criação e o planeta parece-me bem. E se o mundo está precisado…

    Vi esta tela no Museu d´Orsay. Comove o bucolismo, as graças rezadas no final duma jornada que devia ter sido dura como soía no século XIX e início do século passado. E se na época de Millet a sua obra foi considerada «sentimentalóide», hoje embevece pela paz e luz das telas.

  3. Maria diz:

    Já cantava o nosso poeta maior

    “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
    Muda-se o ser, muda-se a confiança;
    Todo o Mundo é composto de mudança,
    Tomando sempre novas qualidades.”

  4. nanovp diz:

    Nada se repete, cada repetição é em si pequena criação…

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