Plano noventa e nove mil quatrocentos e quinze

Mónica Portela

Fotografia de Mónica Portela

dorme
comigo
um sono
que não acorde
sonho
inimigo

 

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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22 respostas a Plano noventa e nove mil quatrocentos e quinze

  1. Ivone Costa diz:

    Bonito, Rita. E bela fotografia esta, deve ser assim mesmo acordar inimigo.

  2. Manuel C. Gomes diz:

    Nem os tristes, a cama não convida…

  3. curioso (mas morra) diz:

    o que falta perder? ou ganhar?

    mesmo que na ausência de sonho, o inimigo se fique pelo sono e não acabe com o resto do sonho 😉

    enquanto há vida… ou em quanto à vida… ou enquanto ávida…

  4. curioso (où est'il~) diz:

    o eva dido? 😉

    • Rita V. diz:

      No meu tempo era mais o ‘fugitivo’
      😀

      • curioso (fugaz) diz:

        cara, não creio que esteja a mandar recados do outro tempo 😉

        99 415 (noves fora um) tem um principal anterior (99 409) e uma privilegiada junto (99 431) e não é de Fibonacci nem de Bell nem é perfeito.

        vamos matar saudades e pedir ao PMS que nos elu cide 😉

  5. mónica diz:

    Obrigada Rita! a fotografia agora ficou bonita com as tuas palavras 😉

  6. Manuel S. Fonseca diz:

    Não acordar de um sonho inimigo é uma excelente ideia, Rita.

  7. Maria do Céu Brojo diz:

    Ora aqui está pensamento com que me entreter. 😉

  8. nanovp diz:

    Sonho inimigo, pesadelo amigo.

  9. A foto é magnífica.
    As palavras estendem-na (ou a confinam, conforme o acordar de cada um…)

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