A encarnado

A morte

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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13 respostas a A encarnado

  1. curioso (adiv) diz:

    se encarnado for a cor da carne, a negro é a vida da carne sem sustento, a morte da vida em sofrimento 🙁

  2. Ou o contrário de vida… 😀

  3. GRocha diz:

    Ás vezes só depois de se morrer é que se vive!!!! Acontece com muitos artistas …. que em vivos nem se ouve falar, mas basta dar o último suspiro, e a vida de repente existe! 🙁

  4. António Eça de Queiroz diz:

    Diachos! Não foi a Lili de Caneças que disse algo de parecido?… (sim, em ‘tigresse’, não foi em encarnado… 🙂 )

  5. nanovp diz:

    Ou a vida a andar para trás…

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