Cof, Cof

cough cough

 

 

Sempre vai haver quem tussa

Quem tussa no banheiro

Porque o mal-cheiro

Quem tussa na salada

Por alergia à mostarda

Vai haver quem tussa na fila

Porque o Estado nos apostila

E que tal tossir na bloga

Quando um Ego se prorroga?

Só não vale tossir em russo

Pois fica mais fácil prever o embuço.

Mas o que não se pode proibir

É o direito de tossir.

Sobre Ruy Vasconcelos

Nasci mais ou menos no Brasil. Vivi em alguns lugares distantes. Em trânsito. Em transe. Em tradução. Por aí, ocupado com palavras. Palavrinhas, palavronas. Conheci estes amigos portugueses um blogue atrás. E gostei do que li.
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6 respostas a Cof, Cof

  1. Henrique Monteiro diz:

    E os meus queridos russos a tossir no Eugene Onegin… Havia um pianista, penso que era o Artur Rubinstein, que dizia: “Quando alguém tem tosse, pensa curá-la num recital”

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    “Cof, cof” tossi eu. Porque será que os deuses me puseram no fim da fila candidata à poesia?

  3. Ruy Vasconcelos diz:

    Gratos pela leitura, Prima, Henry the Navigator.

    A poesia certamente lhe contempla de outra forma, Céu. E saímos todos no lucro com seus textos.

  4. nanovp diz:

    Proibir nunca, mas que às vezes parece que se guarda a tosse de meses para o dia do concerto….

  5. Ruy Vasconcelos diz:

    Sim, lá isso é lei deste mundo. E não tem ciência que explique tanto vigor em pigarros e tosses durante o recital. Parece que as gargantas ficam melindradas pela sensibilidade da música.

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