E por Deus, eles tossiam!

Ontem estiva no CCB, no concerto dos 20 anos, onde encontrei um certo cardeal que costuma andar aqui pelo blogue.

Richard Wagner, Tchaikovsky, Britten, Verdi, Cláudio Carneyro, Frederico de Freitas e Joly Braga Santos. O programa, pode dizer-se, não era nem exigente nem extraordinário (A Ode à Juventude, retirado da 4ª Sinfonia de Joly Braga Santos e o Guia de Orquestra para Jovens, de Benjamin Britten, foi o melhor, do meu ponto de vista). Talvez o mais audível fosse, no entanto, a tosse! E os telemóveis!

Rubinstein dizia que uma pessoa quando tem tosse pensa curá-la num recital. O velho Arthur não conviveu com os telemóveis, caso contrário ter-lhe-ia dado um fanico.

Deixo aqui o final da 4ª Sinfonia de Joly (1924-1988), para verem que por cá também temos (neste caso tivémos) uns compositores catitas e que isto com tosse fica tudo pior.

Sobre Henrique Monteiro

Nunca fui um sedutor, embora amasse algumas mulheres hospitaleiras. Nunca fugi de um combate, mas sempre invejei quem, ao abrir as portas de um saloon, provoca pânico entre os bandidos. Tenho nas veias sangue jacobino, mas odeio revoluções e igualdades uniformizadoras. Sou pacato e desordeiro, anarquista institucional, maestro falhado, cantor romântico e piroso a quem falta tom. Sem nunca me levar a sério - no melhor sentido da palavra, acho que apenas sou um homem bom (e barato).
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2 respostas a E por Deus, eles tossiam!

  1. Carla L. diz:

    Eu até aceito telemóveis em restaurantes barulhentos e locais públicos, mas não em recitais, teatro, cinema e afins.Tenho verdadeiro faniquito!!! O pior é quando o sujeito da frente ainda levanta da cadeira com o aparelho em punho para filmar melhor.
    A tosse acho que é um tipo de pigarro típico, já é cultural.

  2. nanovp diz:

    Sejamos claros: é uma indecência os telemóveis a tocar quando se está concentrado na música ou no diálogo de um filme. Já a tosse pode surpreender qualquer um, embora uns mais do que outros…

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