Habemus

Do país do tango para um planeta de tanga. Parece-me bem.

Sobre Pedro Marta Santos

Queria mesmo era ser o Rui Costa. Ou sonâmbulo profissional. Se não escrever, desapareço – é o que me paga as contas desde 1991 (são 20 anos de carreira, o disco está a sair). Há momentos em que gosto mais de filmes do que de pessoas, o que seria trágico se não fosse cómico – mas passa-me depressa. Também gosto dos olhos da Anna Calvi. E das bifanas do Vítor. Aprecio um brinde: “À confusão dos nossos inimigos”. Não tenho nenhuns, só uma ternura infinita pelo azul das árvores e o amarelo do mar. E peço: digam-me mentiras.
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9 respostas a Habemus

  1. Ivone Mendes da Silva diz:

    Pense assim, Pedro: do país de Borges para um labirinto complicado. Em todo caso, um jesuíta parece-me bem.

  2. Pedro Marta Santos diz:

    Temo que nem o Borges, em toda a sua luminosa cegueira, se conseguiria orientar neste labirinto, Ivone. A linguagem que nele se fala é infinitamente cifrada, e há alçapões em todos os corredores. É o que dá entregar a direcção da biblioteca aos contabilistas.

  3. Maria do Céu Brojo diz:

    Alegre-se Pedro – quem vai dançar o tango é o Vaticano e a Igreja Católica. Vem aí uma ventania que até levanta as saias cardinalícias.

  4. Mário diz:

    Metade está de tanga, a outra metade está bem agasalhada…

  5. Ruy Vasconcelos diz:

    Tangolomango. Ou então, o título do emblemático e inassistível (na íntegra, de um só fôlego) filme de Tarr.

  6. nanovp diz:

    Haja esperança…

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