Os limites

 

De Sócrates a Nietzsche, a existência humana deixou-se guiar por dois extremos estáticos e inflexíveis, a VIDA e a MORTE.

O século XX mudou tudo. Mudou a nossa relação com o sofrimento. Refizemos o corpo humano, mudámos as relações entre os nossos orgãos e a medicina, as relações entre as ciências e a ética. Hoje, neste século XXI, a existência, mais ou menos humana, decorre entre dois extremos elásticos e manejáveis, o ABORTO e a EUTANÁSIA.

Os filósofos, por definição desajeitados, foram saindo da sala.

 

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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5 respostas a Os limites

  1. Maria do Céu Brojo diz:

    Aborto, eutanásia, casamento entre pessoas do mesmo sexo, acesso das mulheres ao sacerdócio não me parece que seja desta. Papa moderado, sim, mas conservador. Cristina Kirchner que o diga.

  2. Vida e aborto. Morte e eutanásia. Os primeiros termos soam de uma nobreza e inscrição na vida, na história diante dos segundos!

    Já a Cristina, Céu, a despeito de o quanto auspicioso ver mulheres em cargos de comando, nossos vizinhos do sul bem sabem de quem se trata. Pontos para o Chico.

  3. nanovp diz:

    Provocadora, porque abre uma enorme porta, esta comparação. Vida e morte são absolutas. Aborto e Eutanásia, como bem dizes são “elásticas e manejáveis”.

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