Para a Nova Zelândia, em força!

 

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Aspeto do meu paraíso, caso fosse rapaz novo

Hoje tive uma ideia que foi como uma epifania: se tivesse menos de 40 anos emigrava para a Nova Zelândia. Dou de barato que os nossos antípodas serão a última parcela da nossa civilização a cair. Estão lá ao fundo, protegidos pelo mar, cheios de carneiros, com neve e pistas de ski ao pé de boas praias, têm de tudo um pouco que a Europa também tem. Mas não a decadência.

Era limpinho. Emigrava mesmo! Tem impostos muito mais baixos e acho que por lá se estão todos nas tintas para a troika.

Se for mentira, não me desiludam, eu quero acreditar que há no mundo um local onde se está bem, sem ter de estar às ordens de ditadores, de máfias, de um conjunto diverso de palhaços e idiotas. Não me desmintam, ok?

 

Sobre Henrique Monteiro

Nunca fui um sedutor, embora amasse algumas mulheres hospitaleiras. Nunca fugi de um combate, mas sempre invejei quem, ao abrir as portas de um saloon, provoca pânico entre os bandidos. Tenho nas veias sangue jacobino, mas odeio revoluções e igualdades uniformizadoras. Sou pacato e desordeiro, anarquista institucional, maestro falhado, cantor romântico e piroso a quem falta tom.
Sem nunca me levar a sério – no melhor sentido da palavra, acho que apenas sou um homem bom
(e barato).

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16 respostas a Para a Nova Zelândia, em força!

  1. E têm os All Blacks, para complementar

  2. Tal como dizem que não devemos conhecer os nossos ídolos, espero que nunca visite a Nova Zelândia!

  3. O único problema que encontro é se efectivamente for uma desilusão…..não deve ser fácil voltar!

    P.s. Tenho 40 anos feitos em Janeiro.

  4. ana diz:

    Eu escolheria um sítio recôndito no countryside da velha Albion: Yorkshire, talvez. Os Brits ainda têm alguma racionalidade e coerência na governação e impressiona-me o seu patriotismo e civismo…

  5. Francisco diz:

    Partilhamos a mesma ideia! E talvez fosse mesmo agora!

  6. jose carlos c.venancio diz:

    u já lá estive por duas vezes ,uma fui de férias para a ilha do norte para a capital Auckland e adorei foram oito dias maravilhosos,pessoas simpáticas,poucos carros ,nao se paga o estacionamento e há bastantes ,é uma ilha bastante plana ,muito verdejante.A segunda vez fui numa volta ao mundo e estive na ilha do Sul em Christchurch,bem mais montanhosa mas com respeito ao resto é muito igual.Oito dias depois de ter saido com destino a Santiago do Chile deu-se o terramoto que destroiu parate de ilha doSul essencialmente Christchurch.Se emigrar para lá aquilo é outro MUNDO há emprego para todos,tudo limpo e asseado.Eu gostei e vou voltar.Se for boa viagem.

  7. Tens toda a razão, Henrique… é mesmo O sítio para onde emigrar… (além de tudo o que disseste, e que não é pouco, também tem vinho… :-))

  8. Tente a Berlenga, Henrique. É mais perto, mais barato e bem sossegado, Tire um curso de mergulho e vá fotografar peixinhos, florinhas, airinhos, golfinhos e gaivotas. Se gostar de pesca, aí sim, pode fazê-la de costa ou de mar alto. Mas se preferir arqueologia marítima, não faltam navios afundados, alguns deles com séculos (salvo erro). Fique no Forte de S. João Batista e imagine-se personagem do Conde Monte Cristo. Encomende uma patuscada de percebes ao técnicos do farol para degustar à noitinha ao sol pôr, de preferência leve uma guitarra e uma garrafa de bom verdinho bem fresquinho. De regresso ainda poderá tirar umas aulas de surf nos supertubos ou no Baleal (a mais linda praia de Portugal, segundo Raul Brandão. Para mim é a do molhe Leste), visitar a fortaleza e o seu mini-museu. Se tiver costela de marujo como o caro Pedro Bidarra, talvez se possa arranjar um passeio em veleiro capitaneado por um Comandante a sério! Que tal?

  9. olinda diz:

    que texto tão sugestivo – e interdito a maiores de quarenta. mas sim, está bem, não desminto.

  10. Se calhar pela felicidade de ainda estar na casa dos 30, resolvi fazer isso mesmo, uma mudança de vida para a Nova Zelândia.

    O que mais lamento informar é que de facto todas essas coisas se confirmam, não são imaginação. Mesmo cá acho que será o último reduto a cair.

    Mas por muito bom que seja estar longe da Europa neste momento tem um problema: é mesmo longe e demora ir ver a família e amigos. O estranho é que ainda assim, é drasticamente compensador.

    Quanto a ser interdito a mais de 40 sonhar com isto. Não me posso acreditar nisso. Mais complicado? Sim, sem dúvida, impossível não, de certo que não. Depende do quão forte se sonhe…

    Vivendo um pouco nos blog dos outros, aqui fica o meu, sobre um pouco da Nova Zelândia mas remota (vivo na ilha com menos habitantes, longe da capital ou da maior cidade) nos olhos de um Português…
    http://ruiguimaraes.blogspot.co.nz/

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