Arquivos Mensais: Abril 2013

Às minhas amigas

Quando fui trabalhar como copywriter para uma agência de publicidade não foi porque gostasse de publicidade (ninguém gosta na verdade, só as crianças) mas porque precisava de dinheiro e sabia escrever anúncios. Na verdade pensava que um anúncio era uma … Continuar a ler

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Arqueologia cibernética

Seguia eu pela rede quando, num inesperado cruzamento de interesses—História, Itália, publicidade e bordéis—dou de caras com este artefacto. Um anúncio de 1923 feito como manda o marketing. Um exemplo de comunicação publicitária em tempo de crise onde, como sempre, … Continuar a ler

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Agora que penso nisto, verifico que há uma grandessíssima semelhança entre a fé e a navegação. A navegação por cabotagem, entre dois portos, mas sempre com os olhos na linha da costa, oferece-nos um sentimento de segurança na vida. Sei … Continuar a ler

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Tornar tudo mais simples

Há seguramente um modo de tornar tudo mais simples. Deve haver, tem de haver. Porque as coisas são simples por natureza, simples, cristalinas e evidentes, no sentido em que tudo aquilo que se vê é, em si mesmo, evidente*. Por … Continuar a ler

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Outras memórias da vida operária em cidade têxtil – Gouveia

De tão bela mereceu alcunha: Emília Bonita. Rapariga viçosa, morena na pele e no cabelo sedoso. Para estudos além da quarta classe era curto o dinheiro dos pais. Duma fábrica têxtil na vila próxima, não escapou – antes isso que … Continuar a ler

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A leitura ignorante

Gostaríamos tanto dos livros de que às vezes gostamos se não soubéssemos quem eram os seus autores? Ou de uma canção, de uma pintura? Sem a assinatura, sem o contexto, só nós, os nossos olhos, frase a frase, parágrafos vencidos, … Continuar a ler

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é Triste luxury SPA

Apetecia-lhe um spazinho? Também a mim. Olhe, enfiava-me no Banyan Tree das Seychelles e até deixava que me enrolassem em folhas de bananeira… Mas, ó, não pode ser. Não há-de ser por isso que uma pessoa deixa de se governar. Celulite? … Continuar a ler

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Cassandra crossing

A mântica, desde as epopeias homéricas ao De divinatione de Cícero, é um corredor estreito entre os deuses e os homens, por onde só passariam aqueles para os quais o porvir fosse tão visível como o instante presente e os que, nas formas de uma … Continuar a ler

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Declaração de ódio de estimação

Eu sei que isto é um bocado para o perverso mas sou assim mesmo: gosto de não gostar. Sobretudo de não gostar daquilo de que já não me apetecia gostar, daquilo com que já embirrava profundamente antes sequer de conhecer. … Continuar a ler

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A crise também é isto

Acabo de ler na “Vulture” uma peça magnífica sobre uma porção da realeza literária da América, o casal Claire Messud/James Wood (cujas opiniões/críticas sobre o ‘state of the art’ do romance largamente partilho). E pergunto: onde se poderia publicar em … Continuar a ler

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Adolfo Caminha e a Respiração dos Imigrantes

Aspecto da Rua Major Facundo, em Fortaleza, 1893, ano da publicação de A Normalista, de Adolfo Caminha   De momento, Adolfo Caminha é apenas a dor de cabeça de muitos secundaristas brasileiros forçados a ler seus dois romances que sobreviveram … Continuar a ler

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O Senhor Doutor Juiz de Barrelas

Há coisas que não se esquecem – são as boas histórias e esta é uma delas. Passa-se em Vila Nova de Paiva (ajudengado nome, chamou-lhe Aquilino Ribeiro, que no século XIX deram à povoação de Barrelas, transformando-a, até hoje, em … Continuar a ler

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Na vez do apelo à secessão…

É verdade, tinha na ideia teorizar sobre as perspectivas de sucesso de uma secessão – que não tinha de ser necessariamente pela habitual dicotomia Norte-Sul. A ideia de transformar a Lisboa metropolitana num principado independente, cheio de off-shores intestinas, sempre me … Continuar a ler

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Na sala ou na cama, chamava-lhe Slim

Howard Hawks transpirava charme. Ou seja, nunca precisou de transpirar. Nessa noite passeava-se pelo Clover Club e olhava para a pista de dança. Foi então que a viu. Hawks era casado com a irmã da actriz Norma Shearer, o que … Continuar a ler

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Em defesa do presente

É triste não encontrar ninguém que goste do presente. Andamos uns passos e damos com certas pessoas que, saudosas, lembram os bons tempos do passado; um pouco adiante, esbarramos com outras que vêem amanhãs a cantar. Eu quero, porque gosto … Continuar a ler

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