Há sempre o menu infantil

Por motivos que não vêm ao caso, vim parar à Covilhã. Fiquei num hotel local, onde jantei. Pratos do dia (e da noite) perdiz e bacalhau com broa. Magnifico!!! Mesmo à moda de um beirão. Só que eu, gastronomicamente, nasci em Oslo. Sou mais para o salmão fumado.

O hotel está cheio de miúdos. E isso é bom. Eles não conhecem a crise nem sabem nada do que os espera. Gritam pelos pais (que educadamente os mandam falar mais baixo) e proclamam que não querem bacalhau nem perdiz. Ficam-se pelas entradas e pelas sobremesas. E eu sigo-os!

Um provérbio francês diz: se os velhos pudessem e se os novos soubessem… Felizmente os novos não sabem e os velhos, como eu, ainda podem comer o menu infantil.

Sobre Henrique Monteiro

Nunca fui um sedutor, embora amasse algumas mulheres hospitaleiras. Nunca fugi de um combate, mas sempre invejei quem, ao abrir as portas de um saloon, provoca pânico entre os bandidos. Tenho nas veias sangue jacobino, mas odeio revoluções e igualdades uniformizadoras. Sou pacato e desordeiro, anarquista institucional, maestro falhado, cantor romântico e piroso a quem falta tom. Sem nunca me levar a sério - no melhor sentido da palavra, acho que apenas sou um homem bom (e barato).
Esta entrada foi publicada em Escrita automática. ligação permanente.

7 respostas a Há sempre o menu infantil

  1. Ahahahahaha! Grande Henrique! Agora já estamos a caminhar para velhos…

  2. celeste40 diz:

    Gostei. Também pela frescura do texto!

  3. És pouco guloso, és. Só queres é mimo!

  4. Maria do Céu Brojo diz:

    Em curtas frases, história bem contada. Revejo-me na conclusão.

  5. GRocha diz:

    No Sr dos Hamburgueres como sempre Menu Infantil mas digo sempre que é para o sobrinho 🙂 :$

  6. nanovp diz:

    Menu infantil sempre , nem que seja para enganar a idade…

Os comentários estão fechados.