O crisântemo e a espada

benedict

Só espero, um dia destes, voltar a ter tempo para ler “The Chrysanthemum and the Sword“, da Ruth Benedict. Como é um livro de antropologia pode ser tão bonito?

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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7 respostas a O crisântemo e a espada

  1. Estou pasma… Veja bem que tive de reler num instantinho, por razões de, vá, feliz escravatura laboral, os Padrões de Cultura e este que aqui plasmou. Como já não os tenho, salvou-me a consulta online via JSTOR. Se soubesse, tinha-lhos pedido emprestados.

    • E não gostou muito des Crisântemo?
      Li-o em espanhol. Comecei por razões académicas, acabei com o livro e a Ruth na cama, quer dizer, apaixonadíssimo, que não é bem a mesma coisa.

      • Talvez seja belo porque ela teve de interpretar o Japão a partir da ideia do Japão, quer dizer, da arte e da história, portanto, recriou-o à imagem que ele fez de si mesmo.E talvez seja belo porque as polaridades nessa ficção do oriente não se opõem, complementam-se. E à extrema rigidez externa corresponde a maior fluidez interna. E isto manifesta-se em tudo. Nunca aprendemos a fazer isso. E mais não digo. Agora.

  2. Carla Lopes diz:

    Anotado!

  3. Talvez seja uma aldrabice como os livros da Mead daí essa beleza?

  4. nanovp diz:

    Mais um para a estante dos “livros não lidos que quero ler”…

  5. Jonas diz:

    Prezados – como profissional da área, lamento informar que o livro em apreço é enviesado, preconceituoso de fato, e péssimo exemplo da aplicação dos talentos dos Cientistas Sociais: trata-se de um exceto de um relatório feito pela dita à Inteligência do Exército Americano, com o objetivo de tornarem mais eficientes as táticas de guerra contra o Imperador da bandeira do sol nascente.
    Essas “bonitas palavras” mataram centenas.
    Sua companheira, MM, esteve alguns anos no Brasil, e não é segredo algum que ela e tantos outros eram custeados indiretamente pela Agência – não é exatamente de literatura que estamos falando aqui.
    “Boa Leitura”.

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