Postais de Istambul I

Estava um dia cinzento, bisonho. Um frio do caraças. Um bolor húmido. Não havia sinais do ouro prometido, do ouro dos fins de tarde no Bósforo, do ouro bizantino com que eu tinha pintado Istambul na minha delirante imaginação.

Julgava eu. Todo o ouro do mundo estava afinal trancado num caldeirão maciço construído às ordens de Justiniano (e, desconfio, da metediça Teodora) e desenhado a traços de Isidoro de Mileto.

Hagia Sofia I, Istambul. Março de 2013

Hagia Sofia I, Istambul. Março de 2013

Hagia Sofia II, Istambul. Março de 2013

Hagia Sofia II, Istambul. Março de 2013

Hagia Sofia III, Istambul. Março de 2013

Hagia Sofia III, Istambul. Março de 2013

Hagia Sofia IV, Istambul. Março de 2013

Hagia Sofia IV, Istambul. Março de 2013

 

Sobre Pedro Norton

Já vos confessei em tempos que tive a mais feliz de todas as infâncias. E se me disserem que isso não tem nada a ver com tristeza eu digo-vos que estão muito, mas muito, enganados. Sou forrado a nostalgia. Com umas camadas de mau feitio e uma queda para a neurose, concedo. Gosto de mortos, de saudades, de músicas que nunca foram gravadas, de livros desaparecidos e de filmes que poderiam ter sido. E de um bom silêncio de pai para filho. Não me chamem é simpático. Afino.

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9 respostas a Postais de Istambul I

  1. Olinda diz:

    e do cinzento se fez luz.

  2. maria diz:

    Eu arriscaria a dizer que algum ouro escapou…Marché aux épices…

  3. Nanovp diz:

    E que belo caldeirão!

  4. Maria do Céu Brojo diz:

    Adoro viajar saindo ou não do sofá.

  5. Pedro Norton diz:

    já ali arranjei um sofá

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