100 Filmes

Aqui deposito o meu testemunho para osfilmesdasvidasdeles.blogspot.com, cortesia do Jorge Silva, quanto a essa ciência oculta da eleição dos Melhores do que quer que seja. Não são os melhores filmes que vi na vida, são os filmes da vida de que mais gostei (isto com mais 50 títulos é que ficava à maneira…). É uma lista sumamente cobardolas – a proposta eram 10 títulos, escolhi 100.

Vertigo

É jornalista e argumentista (não necessariamente por esta ordem). Foi redactor e editor de “O Independente” durante 14 anos, consultor de guiões na SIC Filmes e coordenador de argumentos na Valentim de Carvalho Filmes. Escreveu argumentos de longas-metragens de cinema, telefilmes, mini-séries e séries de TV para as produtoras SIC Filmes, VC Filmes, Stopline Filmes, SP Televisão e Oficina de Filmes, dirigidas por Tiago Guedes, Mário Barroso, Carlos Coelho da Silva, Edgar Pêra e Jorge Queiroga, entre outros. Em 2008, publicou o “Guia Terapêutico de Cinema”, uma abordagem holística e levemente alucinada da 7ª arte como composto farmacológico de máxima eficácia.

Escolher os “10 Melhores Filmes” é como decidir as dez mais belas mulheres. Os dez quadros mais importantes. O filho predilecto. Depressa se perde o sentido da perspectiva. Ainda assim, acho que consigo escolher os 100 Melhores. Menos do que isso, enlouqueceria. Então:

Os 100 Melhores (sem ordem particular de preferência)

– “Aurora”, de F.W. Murnau

– “La Passion de Jeanne D’Arc”, de C.T. Dreyer

– “Citizen Kane”, de Orson Welles

– “His Girl Friday”, de Howard Hawks

– “Notorious”, de Alfred Hitchcock

– “Casablanca”, de Michael Curtiz

– “The Life and Death of Colonel Blimp”, de Michael Powell e Emeric Pressburger

– “On the Waterfront”, de Elia Kazan

– “Some Came Running”, de Vincente Minnelli

– “Senso”, de Luchino Visconti

– “Night Has a Thousand Eyes”, de John Farrow

– “Jules et Jim”, de François Truffaut

– “The Tragedy of Othello, the Moor of Venice”, de Orson Welles

 – “To Each His Own”, de Mitchell Leisen

– “Chinatown”, de Roman Polanski

– “In a Lonely Place”, de Nicholas Ray

– “Pickup on South Street”, de Samuel Fuller

– “Persona”, de Ingmar Bergman

– “Lawrence of Arabia”, de David Lean

– “2001”, de Stanley Kubrick

– “The Godfather”, de Francis Coppola

– “Il Conformista”, de Bernardo Bertolucci

– “L’Eclisse”, de Michelangelo Antonioni

– “Ladri di Biciclette”, de Vittorio de Sica

– “Taxi Driver”, de Martin Scorsese

– “Son Smeshnogo cheloveka”, de Aleksandr Petrov

– “Ghost in the Shell”, de Mamoru Oshii

“Singin’ in the Rain”, de Stanley Donen

– “Sweet Smell of Sucess”, de Alexander McKendrick

– “The Deer Hunter”, de Michael Cimino

– “Days of Heaven”, de Terrence Malick

– “Apocalypse Now”, de Francis Coppola

– “Offret”, de Andrei Tarkovski

– “Heat”, de Michael Mann

– “Elephant”, de Gus van Sant

– “The Third Man”, de Carol Reed

– “Lost Highway”, de David Lynch

– “The Searchers”, de John Ford

– “The Lady Eve”, de Preston Sturges

– “The Killers”, de Robert Siodmak

– “Les Diaboliques”, de Henri-Georges Clouzot

– “Million Dollar Baby”, de Clint Eastwood

– “The Fountainhead”, de King Vidor

– “The Heiress”, de William Wyler

– “The Unknown”, de Tod Browning

– “Vertigo”, de Alfred Hitchcock

– “Streets of Fire”, de Walter Hill

– “Portrait of Jennie”, de William Dieterle

– “Bitter Victory”, de Nicholas Ray

– “Rio Bravo”, de Howard Hawks

– “Last of the Mohicans”, de Michael Mann

– “Unforgiven”, de Clint Eastwood

– “Amarcord”, de Federico Fellini

– “The Shawshank Redemption”, de Frank Darabont

– “The Village”, de M. Night Shyamalan

“The Dead”, de John Huston

– “Heaven Can Wait”, de Ernst Lubitsch

– “The Night of the Hunter”, de Charles Laughton

“Call Northside 777”, de Henry Hathaway

“Only Angels Have Wings”, de Howard Hawks

– “Brazil”, de Terry Gilliam

– “The Band Wagon”, de Vincente Minnelli

 – “An Affair to Remember”, de Leo McCarey

– “The Miracle Worker”, de Arthur Penn

– “Letter from an Unknown Woman”, de Max Ophuls

– “Rumble Fish”, de Francis Coppola

– “The Age of Innocence”, de Martin Scorsese

– “Black Narcissus”, de Michael Powell e Emeric Pressburger

 – “Paths of Glory”, de Stanley Kubrick

– “Le Lieu du Crime”, de André Téchiné

– “The Tarnished Angels”, de Douglas Sirk

– “L’Armée des Ombres”, de Jean-Pierre Melville

– “Blade Runner”, de Ridley Scott

– “Paris, Texas”, de Wim Wenders

– “Close Encounters of the Third Kind”, de Steven Spielberg

“The Right Stuff”, de Philip Kaufman

“”Twelve O’Clock High”, de Henry King

“The Ghost and Mrs. Muir”, de Joseph L. Mankiewickz

– “The Party”, de Blake Edwards

– “How Green Was My Valley”, de John Ford

– “Jeremiah Johnson”, de Sidney Pollack

– “Running on Empty”, de Sidney Lumet

– “Magnolia”, de Paul Thomas Anderson

– “Il Deserto Rosso”, de Michelangelo Antonioni

– “The Miracle of Morgan´s Creek”, de Preston Sturges

– “Breaking the Waves”, de Lars von Trier

– “The Man Who Would Be King”, de John Huston

– “Le Trou”, de Jacques Becker

– “Contact”, de Robert Zemeckis

– “Rouge”, de Kristof Kieslowski

– “Caché”, de Michael Haneke

– “Godfather Part II”, de Francis Coppola

– “Limbo”, de John Sayles

– “The Last Temptation of Christ”, de Martin Scorsese

– “Trouble in Mind”, de Alan Rudolph

– “Out of the Past”, de Jacques Tourneur

– “The Gambler”, de Karel Reisz

– “Aliens”, de James Cameron

– “La Jetée”, de Chris Marker

– “Phase IV”, de Saul Bass

O filme da sua vida: “Vertigo”, de Alfred Hitchcock.

Realizador, actor e actriz favoritos: Alfred Hitchcock, Cary Grant, Ingrid Bergman.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível “entrar” no ecrã: Danny Pope (adolescência), Atticus Finch (idade adulta) e Rachel Cooper (velhice)

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Encontros Imediatos do Terceiro Grau”, aos 9 anos.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: “O Feiticeiro de Oz” e “E Tudo o Vento Levou”.

O filme-choque da sua vida: «Saló, ou os 120 Dias de Sodoma», de Pier Paolo Pasolini e “Portrait of a Serial Killer” de John McNaughton.

Filme do qual possa dizer “a vida é muito parecida com isto”: Evito cuidadosamente os filmes muito parecidos com a vida.

Sobre Pedro Marta Santos

Queria mesmo era ser o Rui Costa. Ou sonâmbulo profissional. Se não escrever, desapareço – é o que me paga as contas desde 1991 (são 20 anos de carreira, o disco está a sair). Há momentos em que gosto mais de filmes do que de pessoas, o que seria trágico se não fosse cómico – mas passa-me depressa. Também gosto dos olhos da Anna Calvi. E das bifanas do Vítor. Aprecio um brinde: “À confusão dos nossos inimigos”. Não tenho nenhuns, só uma ternura infinita pelo azul das árvores e o amarelo do mar. E peço: digam-me mentiras.
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10 respostas a 100 Filmes

  1. Pedro Norton diz:

    mas tu queres arruinar-me homem?

  2. Pedro Marta Santos diz:

    Vê se accionas esse pay-pal.

  3. Maria do Céu Brojo diz:

    Lista para arquivo e consulta futura. Partilho algumas das escolhas. Outras não conheço e fico alerta. Bem bom!

  4. nanovp diz:

    Suaves memórias dos que conheço, curiosidade por aqueles que não vi…uma das razões importantes de continuar a viver…

  5. Mário diz:

    Só um reparo: fazem falta os títulos em português

  6. Glad to be of some help, Maria e Bernardo.

  7. Já te tinha dito ao vivo. Repito agora: mas que grande mariquice, escolher 100 filmes quando nos desafiam para 10. Vê-se logo que não tiveste a minha professora de matemática aos 10 anos, a famosa Joana Bocarra. Entrava na sala e tinhamos de nos pôr em pé como uma mola. Um dia, olhou lá para o fundo e berrou-me: “o que é que o menino está a fazer sentado!!!”. Eu a tremer, um passo ao lado da carteira: “sôssora eu estou de pé!” De pé, já, Pedro: diz aqui quais são os dez e mais nada!

  8. Granda história, doutor! É verdade, é mariquice da grossa (não era bem isto que queria dizer). Mas tens de comprar um revólver para me sacares os 10. Não consigo.

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