O candidato ou Ainda há gente séria

O candidato trazia 2 guarda-costas, a manicure, um assessor e atendia 2 telemóveis ao mesmo tempo.
-Fale-me da sua experiência profissional, pediu o administrador que fizera o especial favor de o entrevistar já em cima da hora de jantar.
-Então Engº, já expliquei ao telefone a minha situação.
– Sim, o Dr. disse-me que tinha entrado para o Governo quando saiu da Faculdade , mas não me falou da sua experiência profissional.
– Então Engº. Já expliquei! Ainda estava na Faculdade quando me inscrevi na juventude do meu partido, depois candidatei-me a um lugar no Governo e lá estou.
– Pois Dr. já me disse isso tudo, mas para trabalhar connosco o senhor tem que saber fazer alguma coisa!

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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15 respostas a O candidato ou Ainda há gente séria

  1. celeste martins diz:

    Era bom se fosse só uma inofensiva anedota !!! Mas afinal onde é que já ouvimos isto? E ainda por cima vamos ter palhaços a animar a festa !!!!!

  2. Rita, então e onde é que a entrevista teve lugar e quando. Não nos vai deixar para aqui a fazer conjecturas…

  3. Manuel, o difícil é saber quando é que esta entrevista NÃO foi feita… 🙂

  4. Maria do Céu Brojo diz:

    Mais um retrato bem achado. Gostei, Rita!

  5. Mª José Gonçalves diz:

    Não são suficientes os dedos das duas mãos para os contar, nem os de muitas mãos. Bem apanhado!

  6. nanovp diz:

    mas ele sabe fazer qualquer coisa: atende telemóveis e fala….!

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