O que se sente no ar

Vai-se pela rua e o que se sente no ar é uma coisa que nunca tinha sentido. Uma desalegria cobriu a nossa vida.

Não é um clamor, nem um cabo das Tormentas. Não é fúria ou medo. É uma desalegria. Nem fria nem quente.

A pé, nos autocarros ou de táxi, o tempo cinzento de uma desalegria.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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8 respostas a O que se sente no ar

  1. nanovp diz:

    Pois não sei o que é pior, a fúria o medo ou a desalegria…venha o diabo e escolha…

  2. Inma diz:

    Concordo com Manuel, tenho medo da velhice, porque para mim é o maior prazer da vida.

  3. Há dias assim, em que ela nos foge e não nos liga nenhuma. Mas a alegria é menina: volta quando menos se espera.

  4. riVta diz:

    felizmente que a desalegria tem asas

  5. Natália diz:

    Tristeza é contrário de alegria.
    Desalegria não é tristeza, é negação da própria alegria.

    É triste, muito triste, ter que escrever assim…

  6. Maria do Céu Brojo diz:

    A desalegria tem dias. Nos tempos que correm, mais que o desejado. Felizmente entrecortada por sorrisos que momentos vão trazendo.

  7. Pedro Bidarra diz:

    O passeio dos desalegres

  8. Here cames the alegria:

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