Da estrada de Damasco

Da estrada de Damasco nada sei,
nem das luzes, nem dos clarões,
nem de vozes que do alto se fizeram ouvir…
Apenas vi, atarantado, um homem no chão
deitado…
e segui adiante…
Ninguém dá atenção a ninguém
Passamos cegos
Passamos sem ver
É a estrada que por nós passa a correr

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Sobre Henrique Monteiro

Nunca fui um sedutor, embora amasse algumas mulheres hospitaleiras. Nunca fugi de um combate, mas sempre invejei quem, ao abrir as portas de um saloon, provoca pânico entre os bandidos. Tenho nas veias sangue jacobino, mas odeio revoluções e igualdades uniformizadoras. Sou pacato e desordeiro, anarquista institucional, maestro falhado, cantor romântico e piroso a quem falta tom.
Sem nunca me levar a sério – no melhor sentido da palavra, acho que apenas sou um homem bom
(e barato).

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2 respostas a Da estrada de Damasco

  1. António Barreto diz:

    essa magoa.

  2. cedleste martins diz:

    Passamos pela vida como ilhas, jangadas soltas, e esquecemo-nos de viver, na expectativa do amanhã !!! Gostar de viver, de saborear cada momento, porque hoje é, ontem passou e amanhã logo se vê !!! Convém viver, sem ter que no fim dizer…esqueci-me de viver !!!!

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