Os dedos de Bebo

NYT

Gostava de prestar tributo, vassalagem, a Bebo Valdés. Muito mais e melhor do que já aqui fiz. Na canção do vídeo abaixo, há um minuto de pura alegria em que as mãos esquálidas do pianista nos cercam de luz e lume. Obsessivas, as polpas dos seus dedos às trevas chamam Noite e faz-se o Amor, dia primeiro. Depois, debruça-se sobre a sala uma guitarra e escutamos a música do fundo de nós.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
Esta entrada foi publicada em Post livre. ligação permanente.

6 respostas a Os dedos de Bebo

  1. António Barreto diz:

    Fantástico, Manuel! Uma enorme surpresa para mim; Jazz-Flamenco!!!…,um tremendo salto além do círculo tradicional que muitos poucos conseguiram dar, embora noutras direções; Paco de Lucia…Vicente amigo.Que mais haverá no género?
    (publico, se me permite)

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Caro António, há mais. Os Valdés, Bebo e Chucho, colaboram (o Bebo agora, recolhido à casa do Senhor, já não pode) com o Cigala muitas vezes. Vai encontrar coisas fantásticas no you tube. Leve à sua vontade. É uma alegricomo quando em miúsods trocávamos cromos.

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    Bebo Valdés um senhor dos meus amores.

  3. Gosto disto que me farto. E mais ainda destes cantos sem curva que os salve que temos de fazer encaixar, a biografia das contradições.

Os comentários estão fechados.