À janela

À janela

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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13 respostas a À janela

  1. GRocha diz:

    Ops, escapa-me algo!

    Gostei do desenho, apesar de sentir que “anuncia” algo mau, pela cor vermelha, pelos pés de fora da janela, e pelos caças a sobrevoar…. espero que não seja ocupação desta “república das bananas” 🙂

  2. Rita, é uma casa do Benfica? Ah e vi ali uma mobylette a pedais.

  3. Maria do Céu Brojo diz:

    Pela beleza da “mancha”/composição e da parcimónia nas cores utilizadas, pelo significado que atribuí à obra, fiquei comovida. Parabéns, Rita.

  4. nanovp diz:

    Cheira a revolução…vermelha ainda por cima….

  5. Olinda diz:

    isto tem cheiro de Europa em telhados de China. 🙂

  6. Fartei-me de gostar deste espelho invertido!

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