O romance de Pedro

 

Pbid

O Sol levantou-se cedo e o dia arde. Apetece descer às catacumbas, entrar no Metro de Lisboa, gozar os corredores, cada estação, como se fossem jardins. Ou descobrir que se encontrou o romance de uma vida e telefonar a uma amiga para lhe contar tudo: “Como é que ele se chama? Rolando…

Ou então, saído da reunião do Partido, um convite para ministro a bailar na cabeça – “Aceito, não aceito? Será que a crise vai acabar por ter um final estranhamente feliz?” – o homem caminha no Metro a pensar em Pedro, na anormalidade sem explicação que o atropelou, e conclui, mais em prosa do que em verso, que há vidas que nunca darão um romance.

PBi

Declaração de interesses: as do costume! Sou o editor e gosto à brava deste livro do meu autor. E adoro pontos de exclamação. Lá vai mais um!

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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14 respostas a O romance de Pedro

  1. Que grande está o nosso Pedro! É como o Lobo do Capucinho Vermelho mas ao contrário: somos nós que o vamos ler melhor…

  2. a diz:

    Parabéns aos dois!!!!

  3. Thanks menina Eugénia, thanks menino António…

  4. Rita V. diz:

    Faz parte da paixão o grito. Gritemos!

  5. Pedro Bidarra diz:

    Mau Maria! ou melhor, mau Manel! Já disse ao meu amigo que eu acredito, como alguns índios, que as fotos levam a alma. Imagine-se a alma que me restará depois de uma rede de mupis

  6. nanovp diz:

    Ainda não li mas torna-se cada vez mais difícil controlar a espera….

  7. Maria do Céu Brojo diz:

    O nosso Pedro merece. Somo parabéns porque nunca são demais.

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