A pequena, nenhuma diferença

 

Nem é preciso ir a esses baixos fundos de Sade, a pântanos de
Lautréamont. Basta ler o “Monte do Vendavais”, da inocente Emily Brontë. Que pequena diferença, se alguma, há entre o Bem e o Mal, a
alegria e a tristeza, a dor e o júbilo?

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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12 respostas a A pequena, nenhuma diferença

  1. Há tanta inocência no Monte dos Vendavais como em Lolita, ou seja: toda a inocência e todo o conhecimento, de mãos dadas. É o Paraíso, mas já depois da maçã comida.

  2. Ah, o Paraíso, esse doce Inferno…

  3. Bartolomeu diz:

    Foi o Marquês de Sade que escreveu o Monte dos Vendavais?
    ;))

  4. Alexandra Azambuja diz:

    Já sou triste, mesmo sem comentar. (Mas gosto muito de ler o que aqui escrevem. Mesmo triste…)

  5. Olinda diz:

    a pequena, que é também nenhuma, está na emoção.

  6. António Barreto diz:

    Pode até nem haver diferença nenhuma; algo poderá ser bem e mal simultaneamente, não será verdade?

    Logo, finalmente, vou ver algo que há muitos, muitos anos anseio; “Ladri di bicieti! Palpita-me que vou passar um bom bocado!

  7. Mas o “Ladri” é só bem, caro António. Bom filme.

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