“Consumo Feliz”

Sundblom - "Girls and Globe Coke"

Sundblom – “Girls and Globe Coke”

Para obter imparcialidade, o meu apreço tem contornos diferentes, procurei a Wiki: “O Museu Coleção Berardo é um espaço museológico de referência em Lisboa, onde o visitante pode desfrutar do melhor da arte moderna e da contemporânea. Neste museu é possível encontrar, tanto na mostra permanente da Coleção Berardo como nas exposições temporárias, obras de artistas dos mais diversos contextos culturais e variadas expressões que construíram a história da arte do último século. A 9 de Agosto de 2006 foi criada a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Coleção Berardo (Decreto-lei 164/2006 de 9 de Agosto) com a incumbência de criar, gerir e organizar o Museu Coleção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, instalado no Centro Cultural de Belém, com um acervo composto por 862 obras, avaliado pela leiloeira Christie’s em 316 milhões de euros. O museu foi inaugurado em 25 de Junho de 2007.”

Vem a chamada de atenção a propósito da mostra “Consumo Feliz” presente no Museu Berardo. Expostos mais de 350 cartazes publicitários, originais, a partir dos anos 20 do século anterior e pertencentes ao acervo do museu (mil e quinhentos exemplares no total). Inegável a importância da publicidade ocidental no mundo, a importância da mulher e a evolução do feminino nesta área criativa. Porque amante da arte publicitária até aos oitenta do XX, vou num pulo e demorarei a voltar noutro. No após, reportagem.

Nota 1: pode ser visitada de terça-feira a domingo entre as 10h e as 19h, sendo que a última entrada ocorre meia hora antes do limite (18.30h).

Nota 2: Pedro Lapa, filho do mui querido Mestre Querubim Lapa, conduz parte da peregrinação virtual.

 

Sobre Maria do Céu Brojo

No tempo das amoras rubras amadurecidas pelo estio, no granito sombreado pelos pinheiros, nuas de flores as giestas, sentada numa penedia, a miúda, em férias, lia. Alegre pelo silêncio e liberdade. No regresso ao abrigo vetusto, tristemente escrevia ou desenhava. Da alma, desbravava as janelas. Algumas faziam-se rogadas ao abrir dos pinchos; essas perseguia. Porque a intrigavam, desistir era verbo que não conjugava. Um toque, outro e muitos no crescer talvez oleassem dobradiças, os pinchos e, mais cedo do que tarde, delas fantasiava as escâncaras onde se debruçaria. Já mulher, das janelas ainda algumas restam com tranca obstinada. E, tristemente, escreve. E desenha e pinta. Nas teclas e nas telas, o óleo do tempo e dos pinceis debita cores improváveis sem que a mulher conjugue o verbo desistir. Respira o colorido das giestas, o aroma dos pinheiros nas letras desenhadas no branco, saboreia amoras colhidas nos silvedos, ilumina-a o brilho da mica encastoada no granito das penedias.
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4 respostas a “Consumo Feliz”

  1. Manuel S. Fonseca diz:

    Quem é que, com uma latinha de Ovaltine, não é feliz?

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    E lá estava, bem grande, a matriz do Ovaltine. Tão velhinha e sem uma única ruga!

  3. nanovp diz:

    Boa sugestão, vou ver se ainda apanho as “meninas felizes”…

    • Maria do Céu Brojo diz:

      Até 27 de Outubro, não me equivocando a memória, todo o tempo é tempo. As felizes, meninas e os igualmente felizes meninos terão prazer na sua visita.

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