Excesso

Todos os meus vícios foram fáceis de perder. Excepto a noite e o pathos. Não há remédio, as horas tardias são-me as mais apetecíveis embora me custem as olheiras, bem entendido. E o pathos em excesso de que me tento desabituar. Bem vistas as coisas, moderar o pathos é um bom propósito. Mas é só isso, um bom propósito.

Sobre Ivone Mendes da Silva

Entre lobos e anjos me habituei a escrever. É talvez por isso que, para além de asas e de uivos, as palavras me tropecem e não encontrem sozinhas o caminho das folhas. Nessas alturas, peço para elas a bênção da tristeza, musa de sopro persistente, que triste me faz e a acolhedoras mesas me senta.
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9 respostas a Excesso

  1. pathos com moderação, não!

    (aposta antes nas olheiras, Ivoninha, faz prevenir as patas de galinha) 🙂

  2. Mário diz:

    Nos tempos que correm a manutenção dos vícios é a expressão da liberdade. Mas não será um processo de implosão?

  3. Ivone, há um concerto do Rui Veloso de que há gravação e está ele no palco, uma daquelas convulsões a pathos e a muito Porto sentido e ele diz, carregadinho de sotaque da Foz do Douro: “é muita emoçon carago”.

  4. nanovp diz:

    E há mais “pathos” e vício de noite não é?

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