Ti

Se escrevesse uma carta de amor, seria a tradução da ausência de ti.

 

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Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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26 respostas a Ti

  1. Primeiro é preciso encontrar um carteiro:

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    As cartas têm um toque de Merlin: geram presença.

  3. olinda de freitas diz:

    o amor como ausência é uma espécie de nódoa negra que dá vontade de premir – prefiro cartas de pele esfoliada e viçosa.

  4. Mónica diz:

    e depois do carteiro um tradutor: cada vez se compreende menos o amor

  5. nanovp diz:

    Podemos traduzir a ausência do amor Rita? Talvez, numa carta…

  6. O amor não é uma ausência, é uma presença. Se está ausente ou morreu ou não ama – sofro de uma terrível falta de romantismo.

  7. O Amor nunca se ausenta…. se não não é amor.

  8. cristina gonçalves diz:

    lost in translation

  9. Fausto diz:

    Rita, uma beleza esta frase. Simples como tem de ser. Obrigado, Fausto

  10. Maria do Céu Brojo diz:

    Tudo dito em frase/emoção.

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