Leave the gun, take the cannoli

Ah, se eu tivesse nascido em Palermo numa villa com cortinados de renda esvoaçantes, se eu tivesse primos que se chamassem Vincenzo, Carlo Maria, Pier Luigi, Francesco… agora telefonava-lhes, eles vinham e resolviam.
Eu sei que tenho uma natureza belicosa, mas a Agustina diz que é muito perigoso ir contra a nossa natureza. E se a Agustina diz, é verdade.

Sobre Ivone Mendes da Silva

Entre lobos e anjos me habituei a escrever. É talvez por isso que, para além de asas e de uivos, as palavras me tropecem e não encontrem sozinhas o caminho das folhas. Nessas alturas, peço para elas a bênção da tristeza, musa de sopro persistente, que triste me faz e a acolhedoras mesas me senta.
Esta entrada foi publicada em Escrita automática. ligação permanente.

8 respostas a Leave the gun, take the cannoli

  1. Maria do Céu Brojo diz:

    Adoro a minha condição lusitana e as origens nos Montes Hermínios. Mas quem dera na costa Amalfitana ter primos e villa bordejada por gerânios envazados em potes de barro.

  2. Verdades de Agustina, verdades de Ivone.

  3. nanovp diz:

    Aposto que em Palermo ia ter saudades de Lisboa Ivone…

Os comentários estão fechados.