Meia-Noite

MEIA-NOITE NAVEGANTE
Esta coabitação de pássaros no mesmo ramo…
A luz a cair agarrada às folhas
e o vento a dar-lhes um reverso de sombra
O milagre da árvore saída da terra e ainda
enfiada no escuro mas dirigida toda para o céu
Segredos explodem maravilhas
páginas florestais de livros fechados abrem-se
no exacto momento em que um puríssimo
preto de Rothko é o mar onde a meia noite navega

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.
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8 respostas a Meia-Noite

  1. Pedro Bidarra diz:

    “Esta coa­bi­ta­ção de pás­sa­ros no mesmo ramo…” somos nós aqui no EéT

  2. Mario diz:

    E de repente um dos passaros, um magnifico passaro, cai da arvore e alcanca a eternidade

  3. nanovp diz:

    Gostei Eugenia, de tudo e mais o Rothko a espreitar….

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