Yusef Lateef

 

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Yusef Lateef morreu, a 23 de Dezembro passado, com 93 anos. Era um músico de jazz (sax, flauta, oboé) a quem o Oriente bateu forte. Par entre pares, tocou com Gillespie, com Mingus, e compararam-no a Coltrane.

Ouve-se e percebe-se que é original. Talentosíssimo, inovador, nunca parou de estudar música (na universidade e academias), com uma ambição e uma vontade de depuração, que traduziu na ideia de que, pela música que fazia, vertera-se demasiado sangue, suor e lágrimas para que fosse agora tocada em sítios onde as pessoas estão na conversa, a fumar, a comer e a beber. Foi professor na Universidade de Massachusetts e no Hampshire College.

Yusef Lateef, nome que adoptou por se ter convertido à fé islâmica, para pôr a coisa em termos simples, era mesmo muito bom e se o queremos merecer só há uma maneira, é ouvi-lo. Agora.

 

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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9 respostas a Yusef Lateef

  1. nanovp diz:

    Mais um dinaussauro que desparacece….é muito bom !

  2. Muito bom, o raio do homem. O que chateia são esses fanatismos de igreja, e não me refiro ao islamismo, mas essa coisa de quando se ouve música interrompe-se a vida para ouvir música. Eu tanto ouço música só a ouvi-la como a cozinhar e a beber um belo vinho, a trabalhar… E não faço tenções de dizer a vivalma como há-de ler o que escrevo. Sangue pelo que se faz derrama-se desde que o mundo é mundo.

  3. Pedro Norton diz:

    Muito bom mesmo, Alfonseca.

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