Vida e Destino: os filhos da puta sabiam

 

 

Grossman

 

O século XX teve dois tumores cerebrais: o nazismo e o comunismo. Malignos os dois. Ambos praticaram genocídios em que pereceram milhões de seres humanos. No holocausto nazi, os judeus foram as principais vítimas: 6 milhões assassinados nas ruas, comboios, campos e crematórios; no holocausto estalinista, os judeus voltaram a ser um dos alvos, fazendo parte dos 10, 15 (ou terão sido 20?) milhões de vítimas com que a barbárie do Partido Comunista, a purgas, deportações e gulags, atapetou o socialismo soviético.

Tudo isto, sendo da banal da ordem dos factos, constitui um inominável horror. Pela arbitrariedade e ausência de razão, a não ser que o puro mal seja razão, este é o maior horror da história conhecida da humanidade. Faltava ao século XX um livro que, em espelho, devolvesse ao nazismo e ao comunismo o rosto comum, rosto de las viejas goyescas. As 855 páginas de “Vida e Destino” são as páginas desse livro.

Vassili Grossman, o seu autor, toma como centro um episódio, a batalha de Estalinegrado. A cidade é uma Tróia desfeita: ruínas, fome, cadáveres pintam o caos de vinte Guernicas. Alemães e soviéticos combatem e matam-se heróica e patrioticamente por cada metro de rua, parede a parede, casa a casa. Aquiles e Heitor reincarnaram no heroísmo de milhares de soldados soviéticos, na valentia dos seus capitães e generais.

Mas “Vida e Destino” é uma falsa epopeia. Quando Vassili Grossman nos leva para longe de frente de combate, correm-se as cortinas das ideologias totalitárias e entramos nos campos de concentração. Nos fascistas primeiro, nos comunistas depois. Os olhos de Grossman tinham visto antes o que os dedos dele escreveram depois neste livro. Ele viu e fez os primeiros relatos sobre os crematórios nazis para os jornais soviéticos. No julgamento de Nuremberga, esses relatos foram apresentados como documentos de prova. Neste livro, num dos capítulos, o leitor acompanha a inspecção de altos quadros do Reich a um campo que vai ser inaugurado. Toda a gente fez o seu trabalho e os fornos estão prontos a queimar carne, a queimar nervos e ossos. Os altos quadros, generais e ministros de Hitler, cumprimentam-se pela eficácia, pela qualidade inexcedível dos equipamentos, e comemoram erguendo taças de champagne – têm orgulho na sua fábrica de morte.

Não são as únicas páginas de “Vida e Destino” que se lêem com um sobressalto visceral. Se a inumanidade amoral dos SS nos faz estremecer, também é convulsa a leitura dos capítulos em que seguimos Sófia e David.  O acaso e os alemães juntaram-nos num comboio que vai da Rússia para um dos campos. David é um miúdo de cinco anos e está só. Sófia é uma jovem médica e tropeça nele, no escuro da carruagem cheia de prisioneiros. Adopta-o. Protege-o ao longo da viagem agónica. No campo, os alemães esperam estes judeus russos com a festiva música, o ladrar dos cães, a gritada e velocíssima organização que aterroriza e confunde. Grita-se banho; vão levá-los para o banho. Médicos e outros especialistas podem passar para outra fila. Sófia percebe logo a diferença entre as duas filas. Tem escolha e escolhe não abandonar este David de estrela ao peito e cinco anos solitários e inocentes. Acompanha-o, serena, para essa luctífera sala de banho. Aperta-o contra o seu ventre e no momento fatídico, quando as luzes se apagam e um acre odor se espalha, sabe que é mãe. Ser mãe tanto é dar à luz, como dar um filho à eterna escuridão.

Nas 855 páginas deste livro há outras mães. A mais pungente é a mãe da Víktor Strum, o mais protagonista dos vinte ou trinta protagonistas de “Vida e Destino”. Ela ficou numa cidade ucraniana que os alemães ocuparam. Os conquistadores logo lhe lembram o que já esquecera, que é judia. Despejam-na num gueto e sabe que a vão enterrar na vala comum que os próprios judeus rasgam na terra fria. A mãe de Víktor consegue ainda escrever ao filho uma carta de despedida. São páginas cheias de vida e morte, onze páginas que carregam a bondade e a maldade da condição humana. Onze páginas de traição e mesquinhez, de absurdo e abjecção, de inesperados e reveladores gestos redentores. Uma mãe escreve a um filho sabendo que é a última vez que lhe fala e é tão difícil, tão atroz, escrever a última linha, a que se sabe que é a última linha, porque todas as cartas têm de acabar.

Entretanto, em Estalinegrado combate-se. Já nem é o heroísmo que move as tropas russas. Uma desmedida disponibilidade para o sacrifício, a abdicação de tudo o que é humano, leva o Exército Vermelho ao triunfo. E tal como Napoleão Bonaparte foi personagem da “Guerra e Paz”, de Tolstoi, também Adolf Hitler é convocado por Grossman para a sua “Vida e Destino”. Quase ouvimos os seus passos macios e outonais na floresta de Görlitz. Hitler caminha num recolhimento monástico, um pé na Polónia, outro na Lituânia. Ele era, ontem, o poder ululante, a águia de asas maiores do que o mundo. Hoje, de Estalinegrado, anunciaram-lhe a derrota do seu 6º Exército. Para grandeza da Nova Alemanha, ateou a guerra ao mundo, cremou milhões nos seus fornos. Agora, os tanques soviéticos abrem-lhe no coração um inferno de gelo e dúvida. Esta derrota acaba de lhe meter uma lâmina de medo no ventre.

Hitler sabe que, atrás das árvores, há mil soldados invisíveis a protegê-lo, mas caminha sozinho e a floresta húmida acorda nele um sonho aflitivo. Sente que se transformou no Pequeno Polegar. Esquecido dos mil soldados vigilantes, adivinha olhos e dentes de lobo mau, entre as altas árvores, prontos a estraçalharem-no. Um terror infantil apodera-se deste senhor do mundo. Em duas páginas, Grossman faz a mais arrepiante descrição de Hitler que já li. O medo que lhe congela os ossos é o medo de quem sabe o que fez. O filho da puta sabia. Não há nenhuma banalidade. Hanna Arendt estava enganada.

Vida e Destino” é um vasto mural que pinta a pátria de Estaline como um labirinto de terror. Não há sossego para o homo sovieticus. Um herói de guerra, mesmo vitorioso, pode ser acusado no seu regresso a casa. Não há cá Penélopes à espera. Uma ligeira hesitação antes do assalto vitorioso para evitar perdas desnecessárias aos seus soldados, uma frase perdida que disse na cama à agora ex-mulher, bastam para que um dedo acusador, um rumor anónimo, uma acusação sem rosto, abatam o herói. Feita a denúncia, iniciado o processo de prisão e tortura já nada o pode deter. O herói preso é como o leproso: quem o tocar contamina-se. Todo o heroísmo é suspeito, suspeita é toda a fidelidade E não há defesa. É o que o Comissário Krimov vai aprender na carne e no espírito: não há defesa contra a acusação em nome de um Partido rutilante que exsuda a mais maiúscula Verdade. Não há limites para a tortura, inescapável, imparável, enquanto ao acusado sobrar uma réstia de identidade. Não é o corpo esfrangalhado e em sangue, os rins rebentados, cagares-te todo, que os interrogadores querem. Estás preso, já fizeram de ti uma suja e doida ratazana no esgoto e isso é só o começo. Os interrogadores querem-te a ti. Querem esse teu eu, querem que ele se entregue, que confesses ter feito o que nem pela cabeça te passava que podia ser feito. Foda-se, alguma culpa hás de ter, lá no fundo, mas não te esforces a procurar, aceita as acusações que te oferecem. (Assina, caralho!) Confessa, assina e denuncia alguém ou mais dois ou três. Uma sovela incandescida perfura-te o crânio: estás sozinho e não sabes quem te denunciou. Perdeste a confiança na tua mulher, na tua mãe, nos teus filhos. És ninguém e só ninguém sobreviverás.

No campo de concentração soviético, encontramos Abartchuk, o fiel comunista que o Partido condenou: ele sabe que nada fez contra o Partido, que o acusam injustamente. Todavia, Abdartchuk resigna-se. O Partido tem de castigar e Abdartchuk aceita, mais humilde do que Job, fazer parte da suposta pequenina margem de erro que o vitimou. Mesmo ali, no campo de concentração, castigado e sem culpa, tem uma necessidade infantil, religiosa, de aprovação. No teu íntimo pensas que estás inocente? Mas que suspeitíssimo íntimo é esse que se arroga certezas contra a vontade do Partido? Não se é preso por nada. As purgas de 1937, o torpe terror das deportações, milhões de camponeses, trabalhadores, professores, padres, músicos, comunistas assassinados, não foram um erro. Os milhões de mortos, a denúncia permanente, os pais denunciados pelos filhos, o terror de se dizer uma palavra equivoca, são a consequência lógica, a instabilidade intrínseca ao mundo novo de que o Partido é o único sol. As teorias políticas heliocêntricas são fodidas.

Já disse que Víktor Strum é o mais protagonista dos protagonistas de “Vida e Destino”. A Academia de Ciências reconhece-lhe o génio matemático e uma descoberta na sua área da física nuclear converte-o quase numa vedeta. Mas será que a ciência, essa pretensa guardiã da razão, pode prevalecer contra os princípios leninistas? Nunca! E muito menos se o cientista é um judeu. Os nazis tinham recordado à mãe de Viktor, numa cidadezeca da Ucrânia, que ela era judia. O Partido lembrará a Viktor o mesmo opróbrio. Acusam-no de desvio ideológico, porque podiam acusá-lo do que quisessem. Tiram-lhe tudo, a começar pelo laboratório na Academia. O porteiro da casa onde vive já nem sequer o cumprimenta. Víktor começa a dolorosa peregrinação pelos esconsos túneis que conduzem ao Vale das Sombras. E é neste ponto do romance que, tal como Hitler, também Estaline aparece.  A descoberta científica de Víktor é demasiado importante para o Poder. Estaline precisa dele e telefona-lhe: “Como é que está a correr o seu trabalho?” Fala dois minutos com ele. No dia seguinte, o laboratório reabre-se, o porteiro cumprimenta-o. Como se as acusações, o terror das semanas anteriores tivessem sido apagadas, nunca tivessem existido. Estaline ia deixá-lo ser condenado, provavelmente ser morto num campo gelado, só porque era um judeu, sem outra culpa, sem nenhuma culpa, porque podia acusá-lo do que quisesse. Bastou um telefonema de Estaline, tão arbitrário a salvá-lo, como arbitrária seria a condenação. Tal como Hitler, também este filho da puta sabia.

Na parte 2, capítulo 15 de “Vida e Destino“,  Grossman põe-nos a ouvir a conversa entre um filosófico comandante de um campo de concentração nazi e um velho bolchevique prisioneiro, camarada de Lenine, um dos heróis da Revolução de 1917. O nazi ama o revolucionário comunista e quer ser amado por ele. Diz-lhe: “Quando nos olhamos na cara um ao outro, olhamos não só para uma cara odiosa, mas também para o espelho.” E é só o alemão que fala: “Seja hegeliano, meu mestre… Acha que hoje olham para nós com terror e para vocês com amor e esperança? Acredite que não: quem olha com terror para nós, olha para vós com o mesmo terror.

Vida e Destino” é o livro que recolhe as duas grandes tempestades do século XX. Um livro convulso, caótico, às vezes irrespirável. Nele se escreve a impiedosa confrontação do nazismo e do comunismo, a impiedosa fusão dos dois no mesmo processo de terror arbitrário, imoral, abjecto. E, no entanto, as pessoas movem-se. Apesar do terror, do dantesco espectáculo de tortura e morte, os seres humanos continuam a viver. “Vida e Destino” termina no silêncio de uma floresta fria. Ficamos a saber – é Vassili Grossman a dizê-lo – que há mais funda tristeza nesse silêncio do que no silêncio de qualquer Outono.

                                                               ***

Vassili Grossman escreveu “Vida e Destino” no final dos anos 50. Em 1960, quis publicá-lo na revista “Znamya”, mas o KGB apreendeu o manuscrito. Em 1962, fez nova tentativa junto das autoridades, mas foi-lhe dito que a publicação do romance provocaria mais danos ao regime do que os que já causara “o Doutor Jivago”, de Pasternak. “Nem daqui a 200 anos, o seu romance será publicado”, disse-lhe o grande ideólogo do Politburo, Mikhail Suslov. Grossman morreu dois anos depois. Julgou-se que a obra teria sido destruída pelo KGB, mas um amigo de Grossman e o cientista Andrei Sakharov conseguiram, em 1974, fazer chegar uma cópia a França, onde primeiro foi editada. Na Rússia, foi publicada, depois da Glassnost de Gorbachev, em 1988. A edição portuguesa, da Dom Quixote, é de 2011.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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25 respostas a Vida e Destino: os filhos da puta sabiam

  1. Há uma edição anterior, em 2 volumes, de tradução duvidosa – mas foi essa a que li. O único problema é que há muitos poucos romances destes, ao contrário dos sobre os nazis. Consequência, claro, dos estalinistas terem vencido e ainda hoje andarem por aí…

    • Meu Caro, “Vida e Destino” vale por uns 20 romances. É o “Guerra e Paz” do século XX. E tenho a certeza de que também leu essa luva de ironia e crueldade que era “O Futuro Radioso”, de Alexandre Zinoviev. E haverá sempre o registo esmagador de Soljenitesin, São três grandes obras sobre o horror comunista. Só por má fé não se vê ou reconhece o que há para ver.

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    Conjugados tempos e realidades. Bonito.

  3. Diogo Leote diz:

    Manuel, ofereci o Vida e Destino ao meu pai pelo Natal. E sabes porquê? Porque sabia que ias escrever um texto destes que o iria convencer a lê-lo.

    • O meu texto é uma nota de rodapé. “Vida e Destino” seduz logo qualquer leitor apaixonado pelas grandes utopias do século passado (e até nisso o nazismo e o comunismo são mais irmãos do que muita prosa dita revolucionária tenta sugerir).

      • Pinto de Sá diz:

        Sem dúvida! Ousaria até dizer que o nazismo resultou de um complexo de inferioridade, tentando copiar o comunismo mas fingindo que era diferente… campos de concentração, por exemplo, quem os usou primeiro? Extermínios colectivos, também? Até a van-gas, a camioneta transformada em câmara de gás antes da evolução para as grandes construções em cimento, diz-se (mas não está historicamente comprovado) que foi inventada pelo chefe das execuções da NKVD de Moscovo em 1938, e só depois copiada pelos nazis…

  4. António Barreto* diz:

    O magnífico texto compele à leitura da obra, como refere o caro Diogo. Perceber as mentes fundadoras da referidas utopias e seus executantes talvez nos ajudem a identificar as ameaças do presente. Em que é que a “inevitabilidade” de exclusão dos “menos qualificados” defendida nos últimos tempos pela classe política é menos tenebrosa que os crematórios e os goulag do século XX?…já sei…morre-se menos violentamente…mais devagar…na graça democrática! A tentação das castas opressoras nas sociedades humanas está tão presente, hoje, como no passado e permanecerá.

    • Obrigado pelo cumprimento, António. Não acompanho a sua equalização das barbáries de que fala Grossman com as injustiças quotidianas que as democracias possam gerar. Não é mesmo a mesma coisa. O que, bem ou mal, se pode discutir não se pode comparar ao que nem tem hipótese de ser discutido.

  5. Luísa Tavares de Mello diz:

    O seu texto sintetiza o horror das nossas vidas. Agradeço-lhe. Vou comprar o livro. Penso que estamos próximos de uma violência igual. Ao menos que não sejamos surpreendidos.

  6. Não queria nada ler este livro. Mas obriga-me.

  7. juan diz:

    A verdade das verdades mais duras do sofrimento humano infligido por… ideologias.
    Concordo! O século XX teve dois tumo­res… ideológicos.
    Não posso deixar de me lembrar das imagens cinzentas de “The World at War” que a RTP passou, nos idos 70s, e que não conseguia, eu miúdo, entender a razão.
    Bom texto. Consegui sentir a indignação do Manuel.
    Obrigado.
    Vou ler.

  8. Pedro Bidarra diz:

    Que bom que está escrito. obrigado por trazeres aqui este livro que lerei assim que possa. Vai passar à frente de outros. E ele escreve esta coisa épica e morre sem a ver publicada, manuseado por funcionários. Põe-nos logo no lugar.

  9. nanovp diz:

    os filhos da puta sabem sempre….e depois muitos filhos da puta esquecem-se…fez-me lembrar o KOBA do Martin Amis que é antes de tudo um grito para o não esquecimento do terror Estalinista.

  10. onésimo diz:

    Ignorante, não sabia deste livro que estas suas linhas me impeliram a encomendar de imediato.
    Fiquei completamente dentro dele e quero continuar a leitura. Imperativo categórico.
    Obrigado pelo alerta.
    E quedo-me palhoco a lembrar-me de autores como Soljenitzyne que tão vilipendiados foram por apenas terem aberto um pouquinho do véu da cortina de ferro sobre os campos de concentração no paraíso soviético.

    onésimo

    • A cortina, agora, está toda corrida. Foi um século brutal: talvez nunca tenhamos tido tanto progresso, talvez nunca tenhamos tido tanta crueldade.
      um abraço, estimado onésimo.

  11. Adilson de Almeida Vasconcelos diz:

    Cá do Brasil li hoje, 14/11/2014, tardiamente, o triste escrito “Os FDP sabiam”.
    Mas eu não sabia. Grande FDP sou!
    Era, aliás, pois lê-lo-ei sem leiloá-lo.
    Nasci no fim da Ii Guerra. Preciso conhecer esse lado escondido.
    Parabéns, Manuel S. Fonseca, acordaste-me.

  12. Marcus Antonio Rolim Silva diz:

    Caro Manuel,gostei muito da sua resenha sobre este livro. Há pouco mais de uma hora ,li uma crítica em um jornal paulista que me fez comprá-lo de imediato. E , quando procurei um outro ponto de vista, encontrei a sua página. Não poderia ter sido melhor. . A magnífica abertura do seu texto – a definição neurológica – foi definitva e a leitura se impos. A sua avaliação lembrou-me de imediato : Sussurros, A Vida Privada na Rússia de Stalin ( Orlando Figes). Vida e Destino será o meu próximo livro, pois, no momento, estou no primeiro terço de Dr. Jivago, uma tradução do original russo, feita por Zóia Prestes. Neste instante, estou refutando M. Suslov. Boas Festas !!

  13. Alfredo diz:

    É um libelo contra a tirania de Stalin que atacava tanto os comunistas quanto os direitista com a mesma violênci e contra o fascismo encabeçado por Hitler. E a heróica luta dos russos contra a invasão alemã, que, esta sim, assassinou 20 milhões de russos. Portanto, não foi o comunismo que fudeu com a russia, foram o ditador Stalin e Hitler

  14. anderson diz:

    Parabéns pela resenha. Muito bem escrita. Comecei a leitura do livro hoje.

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