O mesmo esquecimento

peor-que-el-olvido

Hoje ouvi este brevíssimo poema de Jorge Luis Borges. Um título e dois versos.

Un poeta menor
La meta es el olvido.
Yo he llegado antes.

Em tão poucas palavras, uma cruel consciência do destino de todos nós. No olvido, no mesmo deserto do esquecimento, vão juntar-se os nossos êxitos, os nossos fracassos.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

Esta entrada foi publicada em Post livre. ligação permanente.

10 respostas a O mesmo esquecimento

  1. Mário diz:

    Ainda bem que somos plantas com flor

  2. E isso é bom: viver, lembrar, esquecer.

  3. nanovp diz:

    Chegar ao esquecimento…

  4. riVta diz:

    Ò Manel então e a areia?
    não é a mesma coisa…
    😀

  5. juan diz:

    “O tempo é o melhor antologista, ou o único, talvez” – JLBorges

  6. Maria do Céu Brojo diz:

    Um cemitério sem campas nem flores plásticas descoradas ou murchas.

Os comentários estão fechados.