Um dia, mais tarde

E um dia, mais tarde, quando a humanidade olhar para o período que hoje vivemos, ler-se-á: e enquanto milhares passavam fome, uns quantos que jogavam futebol, um desporto da época, ganhavam mais de 200 vezes o que ganhava um trabalhador normal. E as pessoas não achavam esse facto imoral. Acho que Gibbon escreveu algo parecido sobre o fim de Roma e os gladiadores.

Sobre Henrique Monteiro

Nunca fui um sedutor, embora amasse algumas mulheres hospitaleiras. Nunca fugi de um combate, mas sempre invejei quem, ao abrir as portas de um saloon, provoca pânico entre os bandidos. Tenho nas veias sangue jacobino, mas odeio revoluções e igualdades uniformizadoras. Sou pacato e desordeiro, anarquista institucional, maestro falhado, cantor romântico e piroso a quem falta tom. Sem nunca me levar a sério - no melhor sentido da palavra, acho que apenas sou um homem bom (e barato).
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7 respostas a Um dia, mais tarde

  1. riVta diz:

    quem é que não acha imoral?

  2. Paula Santos diz:

    Podemos pôr imoral em cima…mas vamos alargar a nossa área de indignação para além do futebol. O ténis, a fórmula 1, o Américo Amorim que, em 2013, duplicou a sua fortuna, e os outros 24 cujas fortunas equivalem a 10% do PIB nacional, acima dos 8,4% do PIB que representavam em 2012…

    E ficamos por aqui para não perdermos mais tempo. Nem dinheiro…:-)

  3. Paguem aos moços! E aos gladiadores também que a arena não é para meninos.

  4. GRocha diz:

    Imoral porquê? estão a trabalhar. Não têm culpa se há quem lhes dê esse valor …. nós os outros que não ganhamos isso é que devemos procurar BONS Patrões 😉 infelizmente não é para todos…

  5. nanovp diz:

    acho que nem nos entendemos sobre o que é a Moralidade…

    • Afinal Havia Outrx diz:

      “ou comem todos ou haja moralidade!” … ora como nem todos comem, é caso para haver espaço a uma qualquer moralidade, friso, uma qualquer. porque sempre a ética me confundiu mais, já a moral, enfim, é como a água benta, cada um toma a que quer…

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