Aux champignons: velhos postais 5

SousunChampignon

É um pequenino deus de cabeça saliente. Mágico e sobrenatural em Shakespeare. Criatura de morte num verso de Percy Shelley, mas de efémera proliferação se o poema for de Emily Dickinson. Alucinatório (perguntem a Alice, se ela não tiver desaparecido) e obsceno, o cogumelo, o sugestivo champignon de pé firme e direito, foi a alegria do imaginário popular europeu dos anos 20, em que – prenez sans façon fillettes et garçons – o que vinha à rede era peixe. Aux champignons.

p.s. – Com aquela cabeça, o cogumelo, chapéus só na secção de toldos.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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6 respostas a Aux champignons: velhos postais 5

  1. nanovp diz:

    Que grande colecção de postais Manuel….e de cogumelos….

  2. Com este não há Caravaggio que me valha.

  3. riVta diz:

    O Mestre lembrou-se que pior que berbigão só mesmo cogumelos. ah ah ah

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