Nem o pata negra aguenta as avé-marias

NEPAL MAOIST REBELS

Uma bandeira canta avé-marias na ponta de uma árvore que parece um violino. Foto de Tomas van Houtryve

Isto vai de mal a pior. Cai a noite, abre-se a segunda garrafa (tão depressa!) e já nem o pata negra aguenta as avé-marias. As estrelas baralham-se com a lua, um silêncio de quem já não diz coisa com coisa. Há uma voz a riscar a noite na ponta de um violino. O Syrah desfaz-se como manteiga.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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5 respostas a Nem o pata negra aguenta as avé-marias

  1. Gratia plena. Nem mais. Estamos conversados.

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    Ai o Syrah da minha perdição!

  3. nanovp diz:

    Continuemos a beber portanto….

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