O arroz doce

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Xé menino, senta na cadeira. Foto de Tomas van Houtryve

O arroz doce da minha mãe em Luanda. Um miúdo sentado em cima de um continente negro, o musseque em frente a funji e a ajindungadíssimo calulu e eu a comer arroz doce. Com raspas de laranja do Loge. (Xé menino, senta na cadeira, sai então do continente.) E no pick-up, em collants, o Ian Anderson à flauta.

 

 

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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14 respostas a O arroz doce

  1. Carla L. diz:

    O arroz doce da minha infância é morno e cheira à canela.

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    O meu arroz doce é à moda da Beira Alta. Espesso, enfeitado com arabescos de canela. Rapo o tacho das sobras ainda quente. Depois, frio. Manjar para quem no sopé da montanha tem raízes.

  3. Isto é bonito Manuel Fonseca.

  4. llopes49 diz:

    Na minha meninice ,arroz doce e afins eram só Palavaras,mas comiam-se duas vezes no Ano,dai nunca esquecer que as ” só Palavras ” ainda estão presentes.

  5. adelia riès diz:

    Li-os todos. Excelentes.

  6. mónica diz:

    arroz doce em benguela é matabicho, com leite em pó, ovos, açúcar e sem canela, que é cara e não muito apreciada

  7. nanovp diz:

    Agora passamos aos doces…grandes fotografias vou ver mais….

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