O vinho de família

tomas von houtryve

Debruço-me sobre a costa amalfitana. Foto de Tomas van Houtryve

Hoje está a dar-me para o sen­ti­mento. Abri uma das gar­ra­fas do vinho de famí­lia, chamemos-lhe assim. É o meu cunhado que o faz e mo ofe­rece. Dá-lhe uma pin­ce­lada de Syrah para apa­zi­guar a minha novo­ri­quice. É um vinho que se podia beber em Itá­lia. Estou a ver-me, um tipo lamen­tá­vel e mal ves­tido, debru­çado sobre a costa amal­fi­tana e um pôr de sol medi­ter­râ­nico a avariar-me os fusí­veis. Salute, amico mio, e cha­mem a Mina que quero ouvir cantar.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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9 respostas a O vinho de família

  1. Esta menina é mina, perdão, minha. Não seja guloso!, não se pode ter tudo, fique com o vinho e o litoral e deslargue-me a rapariga e o Caruso.

  2. riVta diz:

    só faltou o panamá!
    😀

  3. Maria do Céu Brojo diz:

    Que saudades que eu já tinha de lembrar o Syrah e o vinho da minha família!

  4. mónica diz:

    bela fotografia

  5. nanovp diz:

    Sentimento? Pura vida não? Já abri uma garrafa como quem não quer a coisa….

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