Saudade das saudades

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Um sax, o disparate de um acordeão. Foto de Tom Blake

A doçura do tinto de família, agora que a família já não mata o porco, pede-me Barrancos. Uma sanduíche de presunto. Tenho uma fome nostálgica. Saudades das saudades que já tive. A parva alegria de já ter tido tantas alegrias. Bem disse que me estava a dar para o sentimento. Quero um desses músicos de circo, um saxofone, o disparate de um acordeão.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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5 respostas a Saudade das saudades

  1. Saudades das saudades é dar Graças, é merci.

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    O tinto da família vinha de misturas de castas, morangueiro incluído. Deslizava com um doce suspiro.

  3. nanovp diz:

    Fome nostálgica…já estava com sede e agora fico com fome…do mundo…sei lá…

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