Para quem já atirou a primeira pedra

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Esta canção, aqui em baixo, cantada a cappella por Kathleen Fortin, é para todos os que já algum dia atiraram uma pedra à lisa água de um lago, de um riacho. Esta é uma canção para quem já apedrejou um oceano, claro. Mas é sobretudo dedicada a quem já atirou uma pedra à água das lagoas urbanas de Luanda (em particular a lagoa de São Paulo) com que as chuvadas tropicais refaziam, inundando, a paisagem dos musseques e dos bairros longe do asfalto.

A canção está, inteirinha, a abrir um filme, o “Tom à la ferme” do québecquois Xavier Nolan. Uma abertura fabulosa para o que, depois, é apenas um semi-belo filme.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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7 respostas a Para quem já atirou a primeira pedra

  1. Gosto muito muito do original. Bom ter trazido esta versão.

  2. Estava aqui mesmo, feita vizinha debaixo, e já ouvi a versão que trouxe do filme semi-belo, não conhecia, gostei muito. Num filme que é inteiramente belo, Breakfast on Pluto, tem Windmills of Your Mind pela Dusty Springfield. Adoro aquilo tudo.

  3. António Barreto* diz:

    A qualidade do original submerge qualquer outra versão, mas fascina-me o linguajar latino. Pois cá o je fazia umas habilidades dessas com pedras, na Praia de Buarcos, não nas lagoas de Luanda, mas é bem provável na praia da barracuda ou na restinga no Lobito.
    Parabéns pela parceria com o glorioso em mais uma obra desportiva. Gostei de o ver por lá, estou certo que não lhe faltariam ideias para enriquecer “a grelha” do canal.

    • Caro António, quase que já cruzámos pedradas! Aquilo no SLB foi um encontro de amigos. Sem mais. Felizmente, e para descanso dos telespectadores, não se vai repetir.

  4. nanovp diz:

    E quem é que nunca atirou uma pedra Manuel? Ás águas de um lago, de um oceano…muitas vezes é apenas isso que fazemos atiramos pedras para ver os remoinhos…

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