When the dog bites, when the bee stings…

I simply remember my favorite things… Como esta Serenata que descobri dentro da Cantata de Mauro Bigonzetti, bailarino, coreógrafo e director artístico do Aterballetto, encomendada pelo extinto Ballet Gulbenkian, que a levou a cena em estreia absoluta em 2001.

Porque a Cantata assenta num maravilhoso suporte musical popular, da Italia dos séculos xviii e xix, pude conhecer esta Serenata napolitana como se fosse nossa. É nossa. Há quem atire esta peça de bailado para o neo-realismo, fala-se Fellini e Rossellini, ou rebusca-se a Comedia dell Arte, o diabo a quatro: a arte não opera a esse nível do discurso que serve, deve servir, apenas e chega porque é tanto e tão bom, a propósitos educativos, académicos ou criativos, não à alegria fresquinha da fruição que sempre pede olhos inocentes como acabadinhos de florir. Se arte não for coisa da nossa carne, então não é nada.

 

Nota: este meninos, Natalia Osipova e Ivan Vasiliev, que aqui estão em reportório contemporâneo e de autor, são os mesmos virtuosos do reportório clássico que aqui pode assistir em The Flames of Paris. Veja tudo tudinho e goste muito. E sim, claro que when the dog lailailai é da letra de My Favorite Things, do The Sound of Music.

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.
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2 respostas a When the dog bites, when the bee stings…

  1. Só me apetece ser napolitano.

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