Em Tempo de Futebol, Brasil e Naza

Naza – Eagle Man

Naza – Eagle Man

A arte abstrata figurativa de Naza (Maria Nazaré Rufino) foi exposta nas principais galerias e museus das Américas do Sul, Central e do Norte e da Europa. Ao criar o conceito “Realismo Abstrato”, esta pintora brasileira movimenta peças de um jogo ímpar através de linhas e formas com as quais cria “janelas cósmicas”.

Obras de Naza integram coleções de líderes, celebridades, instituições e o “who’s who” do jet set internacional. Alguns dos colecionadores dos trabalhos de Naza: presidentes Bill Clinton, Barack Obama, Fernando Henrique Cardoso. ‘presidenta’ Dilma Rousseff, Neyde e Viviane Senna, Ivana Trump, Brigitte Bardot, Academia de West Point, Banco do Brasil e o Florida Marlins.

Premiada com a “Croix D Argent” pela contribuição para o melhoramento da raça humana e o “Brazilian International Press Award 2006”, mereceu distinções do “Museu de Arte de São Paulo” e da “Academia de Artes e Literatura de Paris”.

Abstrato figurativo de Naza

Abstrato figurativo de Naza

Na arte contemporânea, a emotividade criativa e técnica latino-americana confronta sem laivos de humilhação a europeia.

Sobre Maria do Céu Brojo

No tempo das amoras rubras amadurecidas pelo estio, no granito sombreado pelos pinheiros, nuas de flores as giestas, sentada numa penedia, a miúda, em férias, lia. Alegre pelo silêncio e liberdade.
No regresso ao abrigo vetusto, tristemente escrevia ou desenhava. Da alma, desbravava as janelas. Algumas faziam-se rogadas ao abrir dos pinchos; essas perseguia. Porque a intrigavam, desistir era verbo que não conjugava. Um toque, outro e muitos no crescer talvez oleassem dobradiças, os pinchos e, mais cedo do que tarde, delas fantasiava as escâncaras onde se debruçaria.
Já mulher, das janelas ainda algumas restam com tranca obstinada. E, tristemente, escreve. E desenha e pinta. Nas teclas e nas telas, o óleo do tempo e dos pinceis debita cores improváveis sem que a mulher conjugue o verbo desistir. Respira o colorido das giestas, o aroma dos pinheiros nas letras desenhadas no branco, saboreia amoras colhidas nos silvedos, ilumina-a o brilho da mica encastoada no granito das penedias.

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2 respostas a Em Tempo de Futebol, Brasil e Naza

  1. a.reis diz:

    Osmose de recordações; amalgama de espectros; desordens retinianas.

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    Tal qual. Na pintura e não apenas, tenho constado, entende na perfeição as minhas escolhas. Obrigada.

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